O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou neste domingo que disse ao presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ser “inaceitável” atingir interesses franceses, depois que um drone de concepção iraniana matou um soldado francês na região do Curdistão, no Iraque. Contexto: Macron anuncia morte de militar francês em ataque no Curdistão iraquiano Termômetro para 2027: Extrema-direita avança no sul da França no primeiro turno das eleições municipais “Pedi que ele ponha fim imediato aos ataques inaceitáveis que o Irã está realizando contra países da região, seja diretamente ou por meio de grupos aliados, como no Líbano e no Iraque”, escreveu Macron no X. “Lembrei que a França atua estritamente em caráter defensivo para proteger seus interesses e os de seus parceiros regionais, além de garantir a liberdade de navegação, e que é inaceitável que nosso país seja alvo de ataques”. Na quinta-feira, um militar francês morreu e outros cinco ficaram feridos em um ataque com drones em uma base usada em conjunto com forças curdas no Iraque. Foi a primeira morte de militares do país europeu desde o início da guerra envolvendo Irã, Israel e EUA, e ocorre em meio a mobilizações "defensivas" de Paris na região. “O sargento Arnaud Frion, do 7º Batalhão de Caçadores Alpinos em Varces, morreu lutando pela França durante um ataque na região de Erbil, no Iraque. À sua família e aos seus camaradas de armas, expresso as mais profundas condolências e a solidariedade da nação”, escreveu Macron na rede social X. “Este ataque contra as nossas forças, que estão engajadas na luta contra o Estado Islâmico desde 2015, é inaceitável.” Centenas de militares franceses estão baseados na região como parte da coalizão internacional criada contra o grupo terrorista Estado Islãmico, que chegou ao seu auge por volta de 2015, mas que hoje se resume a bolsões no Iraque e Síria, sem o mesmo poder de outrora. “A presença deles no Iraque se dá estritamente no âmbito da luta contra o terrorismo. A guerra no Irã não justifica tais ataques”, escreveu. Forças italianas também estão nos arredores de Erbil, capital do Curdistão iraquiano, participando de treinamentos e orientação técnica — uma instalação usada por elas na região foi atacada na quarta-feira, sem deixar feridos, em uma ação que a Itália considerou ser “deliberada". Desde o início da guerra, bases usadas pelos EUA e países europeus na área, além de estruturas de milícias curdas iranianas, têm sido bombardeadas com frequência pelo Irã e por grupos aliados.