Não faltam muitas honrarias para Diane Warren. Vencedora do Grammy, do Emmy e do Globo de Ouro, eleita para o Hall da Fama dos Compositores, dona de uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, artista com nove canções que atingiram o primeiro lugar e outras 24 que figuraram no top 10 da Billboard ao longo das últimas quatro décadas. Na verdade, falta apenas uma: o Oscar de melhor canção original. A americana que completa 70 anos em setembro e foi indicada pelo nono ano consecutivo, em um total de 17 vezes em que disputou sem jamais ter sido vencedora. E nesse ano, não foi diferente. Warren perdeu a estatueta para a canção "Golden" da animação "Guerreiras do K-pop". A primeira nomeação da compositora veio em 1988 por “Nothing's gonna stop us now”, tema do filme “Manequim”, de Michael Gottlieb. Ela também concorreu ao Oscar em 2025 pela canção “"The journey”, na trilha de “Batalhão 6888”. Este ano Warren concorria pela canção “Dear Me”, “Diane Warren: Relentless” Trata-se da oitava indicação seguida da compositora, que concorreu na premiação em dez dos últimos onze anos. Warren e o Oscar A relação entre Warren e Oscar é tão marcante que, em novembro de 2022, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood concedeu à compositora uma estatueta honorária pelo conjunto de sua obra. — Ganhei esse Oscar honorário, mas ele precisa de um amigo — brincou Warren em entrevista por telefone ao GLOBO, no ano passado, na qual reforçou que ainda sonha em ganhar uma estatueta na cerimônia principal. — Nenhum compositor tinha recebido essa homenagem antes, fui a primeira. Recebi o Oscar das mãos de Cher e foi a melhor noite da minha vida. Warren faz questão de discordar sempre que lhe perguntam como é perder o Oscar tantas vezes, lembrando de não perder o otimismo. — É uma honra. São centenas de músicas feitas para filmes todos os anos e apenas cinco canções são selecionadas pelos grandes profissionais da música no planeta. Eu não perdi 15 vezes, eu ganhei 15 vezes. Warren celebra o fato de muitas vezes suas canções ficarem mais famosas do que os filmes em que apareceram pela primeira vez. “Nothing's gonna stop us now” é mais famosa que “Manequim”, “Because you loved me” é mais famosa que “Íntimo e pessoal” (1997) e “I don't want to miss a thing” talvez seja tão famosa quanto “Armageddon” (1998), um grande sucesso de bilheteria. Veja o histórico completo de nomeações: 1988, “Manequim”: indicada pela canção “Nothing's Gonna Stop Us Now”, composta em parceria com Albert Hammond 1997, “Íntimo e pessoal”: indicada por “Because you loved me” 1998, “Con air: Rota de fuga”: indicada por “How do I live” 1999, “Armageddon”: indicada por “I don't want to miss a thing” 2000, “Música do coração”: indicada por “Music of my heart” 2002, “Pearl Harbor”: indicada por “There you'll be” 2015, “Nos bastidores da fama”: indicada por “Grateful” 2016, “The hunting ground”: indicada por “Til it happens to you”, composta em parceria com Lady Gaga 2018, “Marshall: Igualdade e justiça”: indicada por “Stand up for something”, composta em parceria com Commom 2019, “A juíza”: indicada por “I'll fight” 2020, “Superação — O Milagre da Fé”: indicada por “I'm Standing With You” 2021, “Rosa e Momo”: indicada por “Io Si (Seen)”, composta em parceria com Laura Pausini 2022, “Quatro dias com ela”: indicada por “Somehow you do” 2023, “Elas por elas”: indicada por “Applause” 2024, “Flamin' Hot — O sabor que mudou a história”: indicada por “The fire inside” 2025, “Batalhão 6888”: “The journey” 2026, “Dear Me”, “Diane Warren: Relentless” Nos últimos 40 anos, além do trabalho para o cinema, Warren se destacou como uma das mais prolíficas compositoras do mundo. Ela escreveu canções para lendas como Elton John, Tina Turner, Cher, Whitney Houston, Barbra Streisand, Aretha Franklin, Ringo Star e Paul McCartney, além de alguns dos maiores nomes da atualidade, como Gaga, Beyoncé, Justin Bieber, Rihanna e Taylor Swift.