No último fim de semana antes da convocação de Carlo Ancelotti para os amistosos contra França e Croácia, os atacantes brasileiros voltaram a se destacar e deixaram a corrida pela vaga na Copa ainda mais acirrada. Uma disputa que se reflete no Atacômetro da seleção, termômetro dos homens do setor até o Mundial. Com três gols na goleada do Barcelona sobre o Sevilla, pela La Liga, Raphinha assumiu a posto mais alto da ferramenta do GLOBO. Finalíssima: Martelo é batido sobre jogo entre Espanha e Argentina após impasse sobre data e local Corinthians: clube abre conversas para contratar Arthur Cabral, do Botafogo O camisa 11 do Barça ainda foi escolhido pela redação do jornal como o melhor da rodada do fim de semana, critério que rende uma pontuação extra (além dos pontos dados por gols marcados e decisivos, assistências, finalizações certas, titularidade e percentual no total de jogos do clube). Com isso, ele ultrapassou João Pedro, do Chelsea, como dono da nota mais alta. O Atacômetro leva em consideração os jogos disputados desde a volta da última data Fifa, realizada em novembro. O objetivo é medir o momento dos atacantes brasileiros e como eles chegarão ao Mundial. Atacômetro rodada 2 Quem também se destacou no fim de semana foram Matheus Cunha e Richarlison. O primeiro marcou na vitória do Manchester United por 3 a 1 sobre o Aston Villa, pela Premier League. Subiu duas posições no Atacômetro, ultrapassando Vitor Roque, que está tratando o tornozelo esquerdo e desfalcou o Palmeiras contra o Mirassol, e Endrick. Já o Pombo foi o grande nome do Tottenham no empate (1 a 1) com o Liverpool. Deu trabalho à defesa adversária e marcou, já no fim, o gol que livrou sua equipe da derrota. Com a atuação deste fim de semana, Richarlison subiu uma posição no Atacômetro. Ele ultrapassou Neymar, que voltou a atuar no empate em 1 a 1 entre Santos e Corinthians. O camisa 10, porém, teve atuação discreta. Os dois estão entre as grandes incógnitas da convocação. Richarlison não tem conseguido aproveitar as chances dadas por Ancelotti. Não marca pela seleção desde a Copa de 2022 e sequer teve uma boa atuação com a Amarelinha sob o comando do italiano. Já Neymar chega à reta final do ciclo tendo como trunfos o peso de seu nome, sua história na seleção e o lobby feito pelos jogadores. Desde sua volta ao Santos, há um ano, ele ainda não conseguiu mostrar que pode jogar em alta intensidade. Os amistosos contra França e Croácia, dias 26 e 31 de março, são a última oportunidade para Ancelotti testá-lo. Quem também chega à convocação cercado de dúvidas se será chamado ou não é Estêvão. Há um mês tratando uma lesão na coxa, o atacante desfalcou o Chelsea na derrota para o Newcastle, no último sábado, pelo Campeonato Inglês. O técnico Liam Rosenior afirmou que não quer se precipitar sobre o momento certo de seu retorno.