Aliados de Flávio divergem sobre escolha de liberais para o Ministério da Economia

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avalia possíveis nomes para comandar o Ministério da Economia em um eventual governo e enfrenta divergências dentro de seu grupo político. Segundo o jornal Folha de S.Paulo , aliados do pré-candidato discutem perfis diferentes para o cargo e discordam sobre a conveniência de indicar um nome ligado ao mercado financeiro. De acordo com interlocutores, economistas mantêm diálogo frequente com Flávio ou com integrantes de sua equipe. Entre os nomes citados nas discussões estão Roberto Campos Neto, Mansueto Almeida, Gustavo Montezano, Daniella Marques e Paulo Guedes. Guedes comandou a pasta durante o governo de Jair Bolsonaro. + Leia mais notícias de Política em Oeste No entanto, um grupo ligado a Eduardo Bolsonaro demonstra resistência à indicação de nomes associados ao mercado. Tais aliados argumentam que um liberal poderia agradar mais ao centrão e ao sistema financeiro. Para eles, a chamada Faria Lima possui interesses próprios e tentará influenciar a escolha do futuro ministro da Economia. Assim, alegam que liberais tendem a apoiar diferentes governos e não necessariamente sustentariam uma agenda política contrária à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva . https://www.youtube.com/watch?v=iMHVSG4Dps8 O grupo, portanto, defende a escolha de um político ligado ao núcleo de Jair Bolsonaro para ocupar o cargo. Nesse contexto, destacam o nome de Adolfo Sachsida, que comandou o Ministério de Minas e Energia no último governo e costumar apresentar posicionamentos críticos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) . Demais aliados defendem ministro que dialogue com o mercado Paralelamente, alguns aliados preferem um nome já conhecido do mercado financeiro — pois acreditam que um ministro com reputação entre investidores ajudaria a transmitir segurança à classe política e ao setor. Conforme a Folha , integrantes da cúpula do Partido Liberal acompanham esse posicionamento. Tais interlocutores argumentam que os governos Lula e Bolsonaro tenderam a dialogar sobretudo com seus próprios grupos políticos. Na visão deles, Flávio precisaria ampliar sua base de apoio e conquistar eleitores de diferentes espectros ideológicos. No fim de fevereiro, o senador comentou com correligionários que pretende anunciar um nome capaz de dialogar com o mercado e equilibrar as contas públicas. + Leia também: "Paraná Pesquisas: no Espírito Santo, Flávio supera Lula nos 2 turnos" Para o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio, um eventual governo pode revisar reformas aprovadas em anos anteriores. O parlamentar informou que a equipe discute mudanças na reforma da Previdência e na legislação trabalhista. O plano, segundo ele, deverá ser apresentado em 30 de março e incluir propostas para economia, educação, segurança hídrica e terras indígenas. O post Aliados de Flávio divergem sobre escolha de liberais para o Ministério da Economia apareceu primeiro em Revista Oeste .