Uma jovem de 21 anos foi condenada na última sexta-feira (13) a um ano de prisão por abusar de uma menina de dois anos que estava sob seus cuidados no estado da Virgínia, nos Estados Unidos. A sentença foi proferida pelo juiz do Tribunal do Circuito de Bedford, após um caso que chocou autoridades locais pela quantidade de provas em vídeo mostrando agressões e negligência contra a criança. Vídeo mostra momento em que braço de bebê fica preso em porta de elevador na Índia e mobiliza moradores Homem é preso no Quênia após tentar contrabandear mais de 2 mil formigas em mala Carly Rae Webb era babá da menina e havia sido considerada uma pessoa de confiança pela família. Em outubro de 2025, ela se declarou culpada de cinco das 17 acusações apresentadas contra ela, enquanto o tribunal também a considerou culpada das outras 12. Na decisão anunciada na sexta-feira, o juiz determinou pena formal de cinco anos por crime grave de abuso infantil e mais quatro anos por contravenções de agressão. No entanto, as penas foram estabelecidas para serem cumpridas simultaneamente e quase totalmente suspensas, restando um ano efetivo de prisão, seguido de três anos de liberdade condicional. Durante a audiência, Updike afirmou que, em seus 47 anos como magistrado, nunca havia visto um caso de abuso infantil com tantas evidências registradas por câmeras de segurança. Parte das acusações restantes acabou sendo arquivada formalmente pelo tribunal. Vídeos revelaram rotina de maus-tratos As gravações mostraram a criança sendo mantida em um berço por períodos de até nove horas sem receber comida ou água. Em algumas ocasiões, Webb aparece descartando refeições preparadas pela mãe da menina. Segundo os promotores, houve momentos em que a criança ficou até 21 horas seguidas sem se alimentar. Em um dos episódios apresentados no tribunal, a menina foi colocada na cama às 20h e permaneceu sem comida ou bebida até cerca de 16h do dia seguinte, quando os pais retornaram do trabalho. Os vídeos também registraram agressões físicas e verbais. De acordo com relatos apresentados pela promotoria e reportagens da WDBJ e do The News & Advance, Webb foi filmada chutando e batendo na criança, gritando em seu rosto, chamando-a de insultos e colocando-a dentro de uma caixa enquanto fingia atirar nela com uma arma de brinquedo. Em outras cenas, ela aparece comendo na frente da menina que chorava de fome. A promotora adjunta do condado de Bedford, Stacey Stickney, afirmou que a babá “submeteu o bebê a um inferno dia após dia, semana após semana, mês após mês”. Depoimentos emocionados da família Durante o julgamento, os pais da criança relataram o impacto das imagens. O pai afirmou que ficou chocado ao assistir às gravações registradas pelas câmeras instaladas na casa. “Quando vi os vídeos, não consegui acreditar. Graças a Deus tínhamos as câmeras”, declarou. A mãe da menina disse que a filha tinha entre 19 meses e quase dois anos quando sofreu os abusos. Dirigindo-se diretamente à ré, afirmou: “Minha filhinha era muito mais forte do que você”. Antes da sentença, Webb falou brevemente ao tribunal e disse estar envergonhada pelo que fez. “Eu falhei completamente com ela nessa responsabilidade. Foi terrível. Eu estava totalmente errada”, declarou, chorando. O advogado de defesa, Chris Kowalzcuk, contestou parte das expressões usadas na audiência e afirmou que sua cliente “não é um monstro”, descrevendo-a como uma jovem imatura que não queria exercer a função de babá naquele momento. Restrições impostas pela Justiça Ao justificar a decisão, o juiz destacou que a duração dos abusos foi um fator agravante do caso. Embora as diretrizes de sentença previssem entre um dia e seis meses de prisão, ele optou por uma punição mais severa dentro das possibilidades legais. Pelos termos da decisão, Webb deverá manter bom comportamento por nove anos para que o restante da pena permaneça suspenso. Ela também está proibida de manter qualquer contato com a vítima ou sua família e não poderá exercer funções de cuidadora de menores. Após a audiência, a promotora Stickney afirmou que o Ministério Público conduziu o caso com rigor desde o início e considerou que a decisão judicial representou uma resposta adequada à gravidade das acusações.