Confederação Asiática insiste que Irã jogará a Copa do Mundo de 2026

A seleção do Irã segue planejando disputar a Copa do Mundo FIFA 2026, segundo dirigentes da Confederação Asiática de Futebol (AFC). A participação do país, porém, passou a ser questionada após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que alertou para riscos à segurança da equipe devido ao conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. Na quinta-feira, Trump afirmou que a “vida e a segurança” dos jogadores iranianos poderiam estar em perigo caso a equipe viaje para o torneio, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho e terá jogos nos Estados Unidos, no Canadá e no México. A guerra, desencadeada após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, levantou dúvidas sobre a participação da seleção iraniana, que já está classificada para o torneio. Apesar disso, o secretário-geral da AFC, Windsor Paul John, afirmou que, até o momento, a expectativa é que a equipe dispute normalmente a competição. — Até onde sabemos, o Irã vai jogar. Estamos monitorando a situação, mas, por enquanto, eles devem participar. Não há nenhuma informação oficial de que não jogarão — disse o dirigente em entrevista coletiva na sede da entidade, em Kuala Lumpur. John ressaltou ainda que a confederação espera ver o país no Mundial, classificando o Irã como uma equipe de alto nível no futebol asiático. — Esperamos que eles consigam resolver seus problemas e que possam participar da Copa do Mundo — afirmou. Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que a seleção iraniana seria “bem-vinda”, mas questionou se a participação seria apropriada diante do cenário de guerra. "Eles são bem-vindos, mas não acho realmente apropriado que estejam lá, pela própria vida e segurança deles", escreveu. Na semana passada, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, também levantou dúvidas sobre a presença do país na competição. "Como ser otimista nessas condições em relação à Copa do Mundo nos Estados Unidos? Se o torneio ocorrer nessas circunstâncias, quem em sã consciência enviaria sua seleção nacional para um lugar assim?", afirmou nas redes sociais.