O Exército de Israel anunciou nesta segunda-feira o início de “operações terrestres limitadas” contra o movimento pró-iraniano Hezbollah no sul do Líbano. A escalada do conflito já deixou cerca de 900 mil pessoas deslocadas no país desde o início dos combates, segundo a Cruz Vermelha Libanesa. Capacidade de defesa: Guerra no Oriente Médio expõe limites militares da Europa em meio a mobilização inédita Retórica bélica: sob Hegseth, Departamento de Defesa dos EUA deixa civis em segundo plano para priorizar 'letalidade máxima' "Nos últimos dias, soldados da 91ª Divisão das FDI iniciaram operações terrestres limitadas e direcionadas contra redutos-chave do Hezbollah no sul do Líbano", afirmaram as Forças de Defesa de Israel (FDI) em um comunicado. Segundo o Exército israelense, "a atividade é parte de um esforço de defesa mais amplo para estabelecer e fortalecer uma posição defensiva avançada, que inclui o desmantelamento da infraestrutura terrorista e a eliminação de terroristas que operam na região". "Antes da entrada dos soldados na região, as FDI efetuaram ataques com o uso de artilharia e da Força Aérea Israelense contra vários alvos terroristas para mitigar as ameaças no ambiente operacional", acrescenta a nota. Initial plugin text De acordo com a Cruz Vermelha Libanesa, muitas das pessoas deslocadas no país ainda permanecem presas nas estradas tentando deixar áreas atingidas pelos bombardeios. — Precisamos de todo tipo de assistência. A situação no país é extremamente difícil. Pedimos à comunidade internacional ajuda urgente para apoiar os milhares de deslocados — afirmou o diretor da organização ao canal catariano Al-Arabi. O Líbano foi arrastado para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, nos bombardeios americanos e israelenses contra a República Islâmica.