Num vídeo postado numa rede social, a médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, morta durante uma perseguição de policiais militares do 9º BPM (Rocha Miranda) a suspeitos em Cascadura, na Zona Norte do Rio, se orgulhava de cuidar da saúde feminina. Na gravação ela conta que tinha 32 anos de formada e que durante 27 anos tratou mulheres. Tragédia: Mulher morta durante perseguição da PM em Cascadura era médica e havia deixado a casa dos pais Guarda armada: Cariocas apoiam reforço na segurança, mas pedem ajustes em horários e expansão da Força Municipal para outros bairros "Resolvi que seria um desafio para ajudar as mulheres. Valorizar a dor das mulheres", diz ela. Initial plugin text Andrea Marins era ginecologista e cirurgiã, com passagens pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), Hospital federal Cardoso Fontes e Unimed de Nova Iguaçu, entre outros. Também fez cinco anos de residência médica. A Unimed Nova Iguaçu divulgou nota lamentando a perda da colaboradora. "Agradecemos por sua dedicação e trabalho junto à nossa cooperativa e comunidade, sempre marcada pela dedicação à saúde suplementar e ao cooperativismo". A postagem da Unimed Instagram/Reprodução A médica era especializada no tratamento de endometriose (condição ginecológica na qual o tecido que normalmente reveste a parte de dentro do útero, chamado endométrio, cresce para fora do útero). O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) também divulgou nota em que lamentava a morte da profissional. A entidade manifestou ainda indignação com a forma como a médica morreu "vítima da violência urbana" “Foi com pesar que o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) recebeu a notícia sobre a morte da médica Andrea Marins Dias, na manhã desta segunda-feira, 16 de março, por meio da imprensa. O Cremerj manifesta também indignação, porque, infelizmente, mais uma profissional foi vítima da violência urbana, enquanto ela apenas exercia o seu direito de ir e vir. O Conselho pede às autoridades competentes todo rigor em relação à apuração do caso, independentemente de qualquer circunstância, e lamenta a situação de insegurança pública em que, diariamente, médicos e toda a sociedade estão sujeitos”. PM apura o caso Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar lamentou a a morte de Andrea e afirmou que, foi instaurado um procedimento para apurar os fatos ocorridos durante a ação, que resultou na morte da vítima. "Vale informar que os policiais que faziam parte da equipe de agentes que efetuou a abordagem portavam as câmeras corporais. Os dispositivos e as armas utilizadas pelos agentes estão à disposição do procedimento investigativo pela Polícia Civil. A Secretaria de Estado de Polícia Militar colabora integralmente com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC)", diz o comunicado. Initial plugin text