Convocar ou não Neymar? Veja o que joga a favor e contra craque do Santos

O técnico Carlo Ancelotti divulga nesta segunda-feira a lista de convocados da Seleção Brasileira para os amistosos contra Seleção da França e Seleção da Croácia, marcados para o fim do mês. Como costuma acontecer, um nome domina o debate antes do anúncio: Neymar. Chelsea é multado em R$ 75 milhões por violar regras financeiras da Premier League e pode ficar um ano sem contratar jogadores NBA votará expansão com novas equipes em Las Vegas e Seattle O camisa 10 do Santos FC divide opiniões entre analistas e torcedores. Há argumentos fortes tanto para sua convocação quanto para deixá-lo fora do grupo neste momento. Motivos a favor da convocação Números históricos: Os números de Neymar pela seleção são expressivos. Com 79 gols, ele é o maior artilheiro da história da equipe, superando Pelé (77), Ronaldo Nazário (62) e Romário (55). Mesmo com rendimento irregular nos últimos anos, o atacante mantém uma média relevante de gols por jogo. Respeito internacional: Neymar ainda é visto como um jogador de grande peso no cenário mundial. Sua presença em campo costuma atrair atenção de adversários e pode influenciar partidas decisivas. Menos pressão: Convocar Neymar também poderia reduzir parte da pressão externa sobre Ancelotti. Caso o técnico deixe o jogador fora e o Brasil enfrente dificuldades nos próximos compromissos, a ausência do camisa 10 certamente voltaria ao centro das críticas. Motivos contra a convocação Idade e condição física: Aos 34 anos, Neymar já não apresenta a mesma explosão física. Outros veteranos seguem competitivos, como Cristiano Ronaldo, de 41 anos, e Lionel Messi, de 38. A diferença, apontam críticos, estaria no cuidado físico e na preparação ao longo da carreira. Para encaixar Neymar hoje, Ancelotti talvez tivesse que ajustar o sistema tático da equipe. Queda de rendimento: Neymar não atua em alto nível desde 2023, quando deixou o Paris Saint-Germain rumo ao Al-Hilal, na Arábia Saudita. No clube saudita, disputou apenas sete partidas e marcou um gol. Já em 2026, de volta ao Santos, entrou em campo quatro vezes. Na derrota para o Corinthians, no último domingo, mostrou sinais de distância do nível que o consagrou: erros de passe, perda de bolas e pouca participação defensiva. Aceitaria o banco? Outra dúvida envolve o papel do jogador dentro do elenco. Neymar aceitaria começar partidas no banco, como fizeram ídolos brasileiros em Copas passadas, como Zico em 1986 ou Rivellino em 1978? Muitos analistas acreditam que o peso midiático do atacante poderia gerar pressão adicional caso não fosse titular.