Do bob ao pixie: cabelos curtos chamam atenção no Oscar 2026 e refletem novo movimento de beleza

Em meio aos vestidos de alta-costura e às produções elaboradas do tapete vermelho do Oscar 2026, um detalhe chamou atenção nas escolhas de beleza de várias atrizes: os cabelos curtos. Cortes como bob e pixie apareceram em diferentes versões ao longo da noite e ajudaram a criar visuais que destacavam o rosto e a expressão, uma proposta que vem ganhando espaço em eventos de grande visibilidade. Oscar 2026 destaca beleza natural no tapete vermelho; especialistas explicam tendência Veja: Piercings no Oscar 2026 repercutem nas redes e viram destaque entre as joias do tapete vermelho Confira: Bruna Marquezine comenta relação com beleza e aposta em cabelo natural no Oscar 2026 Entre as celebridades que apostaram no comprimento reduzido estavam Bruna Marquezine, Gracie Abrams, Jessie Buckley e Ginnifer Goodwin. Em comum, as produções privilegiavam cortes que colocam o rosto em evidência, seja com linhas mais retas, seja com versões levemente texturizadas que acompanham o movimento natural dos fios. Para a visagista e terapeuta capilar Mari Borges, o impacto desse tipo de escolha está justamente na forma como o corte altera a leitura da imagem. "Quando o cabelo encurta, o rosto automaticamente ganha destaque. A expressão fica mais forte, o olhar aparece mais e os traços se tornam mais definidos. O curto tem essa capacidade de colocar a pessoa no centro da imagem", explica. Jessie Buckley e Bruna Marquezine Getty Images Segundo a especialista, o efeito visual não depende necessariamente de volume ou de movimento, mas da estrutura do corte e da mensagem que ele transmite. "O cabelo curto trabalha muito com presença. Ele não precisa de comprimento para criar impacto. Existe uma sensação de liberdade estética. É uma escolha que comunica segurança e autenticidade", afirma. Ainda que o curto tenha aparecido com força na cerimônia, Mari destaca que outros comprimentos continuam presentes no imaginário de beleza e no próprio tapete vermelho: "O longo ainda carrega uma leitura muito ligada à feminilidade e ao glamour clássico. Existe desejo para todos os comprimentos." Gracie Abrams e Ginnifer Goodwin Getty Images Na avaliação da visagista, o interesse crescente por cortes mais curtos também está ligado a um movimento mais amplo na beleza contemporânea: a valorização dos traços individuais. "Quando o rosto fica mais visível, a identidade aparece com mais força. É quase como dizer: o destaque está na pessoa, não apenas no cabelo", conclui.