O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (16) que magistrados devem manter “comportamento irrepreensível na vida pública e privada. A declaração ocorreu durante uma aula magna a estudantes de direito de uma faculdade particular de Brasília. Durante o discurso, o ministro tratou de ética, responsabilidade e dos limites institucionais do Poder Judiciário. Fachin ressaltou que a legitimidade de decisões judiciais é consequência da vontade de maiorias, mas da qualidade da fundamentação, do diálogo com argumentos contrários e da capacidade de enfrentar todos os pontos centrais dos processos. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O ministro afirmou que tribunais têm autoridade para dizer o direito, mas não têm “o monopólio da sabedoria política”, e que a autocontenção é uma forma de respeito à separação de Poderes. No discurso, Fachin também apresentou desafios contemporâneos da jurisdição constitucional, incluindo a judicialização da política, o risco de erosão democrática por meios formais e o papel do STF em um ambiente de transparência ampliada pelas transmissões ao vivo. O ministro disse ainda que a Constituição é um “projeto inacabado” que deve ser continuamente interpretado e defendido, e convocou futuros operadores do direito a honrar o compromisso com a democracia e com as instituições. O presidente do STF, ministro Edson Fachin Victor Piemonte/STF - Esta reportagem está em atualização