Consumo de ultraprocessados no DF diminui, mas índices continuam elevados

O consumo de alimentos ultraprocessados diminuiu entre os moradores do Distrito Federal em 2024, conforme o boletim anual sobre estado nutricional e consumo alimentar da população atendida pela Atenção Primária à Saúde, divulgado pela Secretaria de Saúde (SES-DF). Apesar da queda, os índices continuam alarmantes, servindo como base para a formulação de políticas públicas de promoção da saúde e alimentação adequada. De acordo com Carolina Gama, gerente do Serviço de Nutrição da SES-DF, conhecer o perfil alimentar da população é essencial para planejar ações direcionadas. Entre os adultos, a ingestão de ultraprocessados reduziu de 72,36% em 2023 para 67% em 2024, uma diminuição de 5,3%. O consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes e sucos industrializados com açúcar, também caiu, de 52,58% para 49%. No entanto, o grupo de gestantes registrou um leve aumento, passando de 54% para 55% no consumo desses produtos. A situação é mais crítica entre as crianças: cerca de uma em cada três crianças de 6 meses a 2 anos consome ultraprocessados. Na faixa de 2 a 5 anos, o índice supera 78%, com 9,63% apresentando excesso de peso. Entre crianças de 5 a 10 anos, 83,56% ingerem esses alimentos, e 25% têm excesso de peso, além de hábitos como refeições assistindo televisão. Para adolescentes, o consumo chega a 84,78%, com 27,86% acima do peso ideal e apenas 68% realizando regularmente as três refeições principais do dia. Alimentos ultraprocessados são produtos industrializados com aditivos químicos, como corantes e conservantes, ricos em açúcar, sódio e gorduras saturadas, que fornecem calorias vazias e conquistam o paladar, especialmente das crianças. Carolina Gama alerta que uma dieta baseada nesses itens está associada a excesso de peso e doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.