Cuba sofreu nesta segunda-feira um apagão generalizado, informou a companhia elétrica nacional, em meio a uma grave crise na ilha causada pelo bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. Crise econômica: Manifestantes invadem sede do Partido Comunista no interior do país em meio a protestos por apagões em Cuba Toneladas de produtos: Cuba recebe alimentos, medicamentos e insumos médicos em terceira remessa de ajuda humanitária do México Os cortes de eletricidade têm se intensificado em Cuba, cuja economia está praticamente paralisada desde que a administração de Donald Trump interrompeu os envios de petróleo da Venezuela, principal fornecedora do país, e ameaçou impor sanções a outros países que vendam combustível à ilha. A interrupção no fornecimento ocorreu devido a “uma desconexão total do Sistema Eletroenergético Nacional”, informou a União Elétrica de Cuba (UNE) na rede social X. “Começam a ser implementados os protocolos para o restabelecimento”, acrescentou a empresa. No início de março, a ilha já havia sofrido um apagão que atingiu dois terços do território, incluindo a capital, Havana. A geração de eletricidade do país depende de uma rede de usinas termoelétricas envelhecidas, algumas com mais de 40 anos de operação. A ilha, com 9,6 milhões de habitantes, tem registrado vários apagões generalizados desde o fim de 2024. Os cubanos também enfrentam longos cortes programados de energia todos os dias. Nos últimos tempos, a capital tem registrado interrupções superiores a 15 horas, enquanto nas províncias os cortes podem durar mais de um dia. Desde 9 de janeiro, nenhum navio petroleiro chegou a Cuba, o que obrigou o governo de Miguel Díaz-Canel a adotar medidas drásticas de economia, como a suspensão da venda de diesel, o racionamento de gasolina e a redução de alguns serviços hospitalares. Para justificar sua política, Washington afirma que Cuba representa uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos Estados Unidos, devido às suas relações com países como China, Rússia e Irã. Já o governo cubano acusa Trump de tentar “asfixiar” a economia da ilha comunista, que está sob embargo dos Estados Unidos desde 1962 e que, nos últimos anos, enfrentou um endurecimento das sanções americanas.