Orb.tz lança comunidade que conecta empresários em expansão a ex-executivos de grandes companhias

Em um ambiente de negócios cada vez mais veloz, com pressão por crescimento, inovação e adaptação constante, muitos empresários descobriram que escalar a operação não significa, necessariamente, escalar a capacidade de decidir com a mesma maturidade. É nesse ponto que a Orb.tz aposta para lançar oficialmente, em São Paulo, no próximo dia 18 de março, o Orb.tz League, uma comunidade curada voltada a empresários que já superaram a marca de R$ 1 milhão por mês em faturamento e buscam apoio estratégico mais próximo da realidade de quem já ocupou o topo de grandes companhias. A proposta nasce em um momento em que o empreendedorismo segue avançando no país, mas também se torna mais exigente. Em 2024, a taxa de empreendedorismo total no Brasil subiu de 30,1% para 33,4%, no maior nível dos últimos anos, segundo o Monitor Global de Empreendedorismo, principal levantamento internacional sobre o tema. O crescimento, porém, vem acompanhado de um efeito colateral cada vez mais visível: a sobrecarga decisória de quem lidera. Pesquisa do Instituto Locomotiva para o Itaú Empresas mostrou que 98% dos líderes de pequenas e médias empresas participam diretamente de decisões estratégicas em pelo menos uma área do negócio, enquanto 96% acumulam também tarefas operacionais. O mesmo levantamento apontou ainda que 60% pretendem expandir suas empresas, o que reforça a pressão sobre quem já opera no limite entre execução e estratégia. É justamente nesse espaço que a Orb.tz quer se posicionar. Em vez de oferecer mais um curso, uma mentoria genérica ou uma consultoria tradicional, o League foi desenhado para criar acesso contínuo a uma camada de inteligência formada por executivos com histórico comprovado em empresas como Microsoft, Unilever, Uber, IBM, RD Station, Loggi, Whirlpool, dr.consulta e Neoway. O objetivo é conectar empresários em fase de expansão a pessoas que já enfrentaram, na prática, dilemas relacionados a escala, governança, vendas, tecnologia, pessoas, inovação e reposicionamento de negócio. A tese da empresa é que a inteligência artificial elevou a velocidade da informação, mas não eliminou a necessidade de contexto, leitura humana e experiência vivida. O argumento ganha força num momento em que a IA já passou a entregar ganhos concretos dentro das companhias. De acordo com a 28ª CEO Survey da PwC, 34% dos CEOs brasileiros afirmam que a IA generativa já contribuiu para o aumento de receita em suas empresas, 31% relatam impacto positivo na lucratividade e 52% percebem ganho de eficiência no uso do tempo das equipes. Ainda assim, o mesmo estudo aponta que 60% das empresas no Brasil e no mundo ainda não obtiveram resultados financeiros concretos com a tecnologia, o que sugere que velocidade analítica e maturidade estratégica continuam sendo coisas diferentes. Para a Orb.tz, é justamente nessa distância entre resposta rápida e decisão complexa que a experiência executiva ganha valor. “Você pode perguntar para a IA como vender mais. Ela vai te dar uma resposta. Mas ela não conhece as conexões do seu mercado, não entende as nuances do seu momento e não vai te provocar a repensar o modelo inteiro”, resume Cesar Bertini, um dos investidores da Orb.tz Cesar Bertini investidor da Orb.tz Arquivo pessoal Para Thais de Moura Fagundes, CEO e fundadora da Orb.tz, a discussão mais relevante não está em escolher entre tecnologia ou experiência, mas em entender qual tipo de decisão exige profundidade humana. Com formação em Administração pela FGV, mestrado em Empreendedorismo pela FEA-USP, passagens por Ambev e Stone e formação complementar em AI & Project Management em Stanford, ela estruturou o Orb.tz League a partir da percepção de que muitos empresários crescem mais rápido do que sua rede de apoio estratégico. O modelo da empresa busca responder justamente a esse descompasso. Segundo a Orb.tz, o League já nasce com 19 empresários ativos e acesso direto ao Clube de Executivos da companhia. Ao longo do ano, serão quatro encontros presenciais de dia inteiro, marcados para 15 de abril, 23 de junho, 15 de setembro e 24 de outubro, reunindo palestras, rodas de conversa e dinâmicas de troca entre empresários e executivos. O desenho é seletivo e prioriza profundidade de conversa, não escala de audiência. No centro dessa proposta está o maior ativo que a companhia quer evidenciar no lançamento: o seu Clube de Executivos. No próprio posicionamento institucional, a Orb.tz define sua atuação como uma ponte entre empresas e executivos experientes para acelerar resultados com estratégia e execução. Em sua frente voltada ao clube, a empresa destaca um ambiente voltado à networking de alto nível, desenvolvimento executivo, experiências exclusivas e conexão com oportunidades reais de apoio estratégico. Já no modelo de comitê, a companhia afirma operar com um formato próprio, que “não é um conselho” e “também não é uma mentoria”, mas uma estrutura desenhada para quem precisa tomar boas decisões com mais velocidade. Imagem Orb.tz Essa lógica também aparece em relatos compartilhados pela empresa sobre interações entre empresários e executivos do ecossistema. Em uma das sessões recentes, por exemplo, a discussão deixou de girar em torno de melhorar uma operação já existente e passou a questionar o modelo do negócio como um todo. A provocação, segundo a Orb.tz, levou a uma mudança de direção estratégica que dificilmente surgiria em uma lógica baseada apenas em frameworks prontos ou em respostas automatizadas. É o tipo de intervenção que, na visão da empresa, diferencia informação disponível de sabedoria aplicada. Ao organizar seu conhecimento em dez frentes estratégicas, entre elas vendas e marketing, finanças, governança, tecnologia, pessoas, inovação, gestão e liderança, relação com o mercado e oferta de produtos e serviços, a companhia tenta ocupar um território cada vez mais relevante no mercado brasileiro: o da decisão assistida por experiência real. É um espaço que fica entre a consultoria convencional, muitas vezes vista como lenta e padronizada, e a IA, que acelera diagnósticos, mas ainda não substitui o repertório de quem já atravessou crise, escala e transformação. No fim, o lançamento do Orb.tz League conversa com uma mudança mais ampla no comportamento de quem empreende. Em um país que voltou a acelerar sua taxa de empreendedorismo e em um ambiente em que líderes concentram cada vez mais decisões, cresce o valor de redes qualificadas, repertório compartilhado e proximidade com executivos que já viveram o que o empresário ainda está enfrentando. Para a Orb.tz, essa é a lacuna que o mercado ainda não preencheu de forma consistente. E é justamente nessa lacuna que a empresa quer transformar seu lançamento em posicionamento nacional.