Governo apresenta Plano Clima com metas para reduzir emissões até 2035

O governo federal apresentou nesta segunda-feira (16) os principais pontos do Plano Clima, estratégia que reúne políticas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e preparar o país para os impactos das mudanças climáticas nas próximas décadas. O plano se divide em dois grandes eixos. O primeiro é o de mitigação, voltado à redução das emissões de gases de efeito estufa em setores como energia, transportes, indústria e uso da terra. O segundo é o de adaptação, que reúne políticas para preparar cidades, infraestrutura e populações para os efeitos já em curso da crise climática, como secas, enchentes e ondas de calor. Além desses dois pilares, o plano também inclui estratégias consideradas transversais, voltadas a temas como financiamento, governança, pesquisa e monitoramento das políticas climáticas. Os documentos foram divulgados nos últimos dias pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e incluem ainda a Estratégia Nacional de Mitigação e oito planos setoriais, que detalham diretrizes para áreas da economia responsáveis por grande parte das emissões brasileiras. Durante a apresentação, integrantes do governo destacaram que o setor de uso da terra deve passar a retirar mais carbono da atmosfera do que emite até 2035. A expectativa do governo é que a combinação da redução do desmatamento, a conservação de florestas e a recuperação de áreas degradadas transforme o setor em um grande sumidouro de carbono. A estratégia faz parte do esforço brasileiro para cumprir os compromissos climáticos assumidos no Acordo de Paris, que preveem a redução das emissões líquidas de gases de efeito estufa nas próximas décadas (entenda mais ABAIXO). O material completo do plano, no entanto, foi publicado apenas nos últimos dias e ainda está sendo analisado por especialistas e organizações da sociedade civil. O conjunto de documentos reúne milhares de páginas, incluindo 16 planos setoriais ou temáticos de adaptação e oito planos de mitigação, que detalham as ações previstas para diferentes áreas da economia. Esta reportagem está em atualização.