Greve da limpeza urbana atinge seis cidades da Baixada Santista Cerca de 3 mil profissionais da limpeza urbana vinculados ao Grupo Terracom entraram em greve na manhã desta segunda-feira (16) em seis cidades da Baixada Santista. A paralisação ocorre em razão de divergências sobre a transparência e os valores do Programa de Participação nos Resultados (PPR), que, segundo o sindicato da categoria, ficaram abaixo dos pagos em 2025. A decisão foi tomada após assembleias realizadas por volta das 6h nas unidades de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente, com a presença de representantes do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação, Limpeza Urbana e Áreas Verdes de Santos e Região (Siemaco). ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Segundo o presidente do Siemaco, André Domingues, os trabalhadores reclamam da falta de clareza nos critérios utilizados para o cálculo do benefício e apontam incompatibilidade entre os resultados financeiros das empresas e os valores repassados aos funcionários. “O PPR veio com valor abaixo, e eles [a empresa] não mandaram as metas para a gente saber o que foi descontado”, declarou o dirigente. Um funcionário da Terracom em Guarujá, que atua como ajudante geral e preferiu não se identificar, relatou que, em 2025, a maioria dos empregados recebeu valores mais altos e semelhantes, enquanto neste ano os pagamentos teriam sido menores e diferentes, o que gerou insatisfação. Em nota, o Siemaco informou que, antes da paralisação, buscou esclarecimentos junto às empresas do grupo — Terracom Construções, Consórcio PG Eco Ambiental e a concessionária Terra Santos Ambiental — e ressaltou que permanece aberto ao diálogo para garantir a continuidade dos serviços. Paralisação de trabalhadores da coleta de lixo afeta seis cidades da Baixada Santista. g1 Santos O que diz a Terracom? Em nota, a Terracom Construções, o Consórcio PG Eco Ambiental e a concessionária Terra Santos Ambiental informaram que ingressaram com uma medida judicial no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região para contestar a paralisação, alegando que o movimento não foi previamente comunicado, como exige a Lei de Greve nº 7.783/1989, especialmente por se tratar de serviço essencial. As empresas afirmam que os pagamentos do PPR foram realizados na última sexta-feira (13), dentro do prazo, com base em critérios e metas previamente estabelecidos e conhecidos pelo sindicato e pelos trabalhadores. Segundo a nota, o modelo de apuração é adotado desde 2014 e foi reapresentado em reunião realizada no dia 10 de março de 2026, quando os cálculos e indicadores foram detalhados ao Siemaco. Diante da ameaça de paralisação total dos serviços de limpeza urbana, as empresas informaram que recorreram ao Poder Judiciário para garantir a continuidade das atividades. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos