Sob o comando de Satoshi Kondo há quase sete anos, a Issey Miyake apresentou no Carrousel du Louvre mais um capítulo de sua investigação sobre a relação entre corpo, tecido e deslocamento, princípio presente na história da casa desde seu fundador, Issey Miyake. Em uma atmosfera de contemplação, as roupas apareceram como experimentos visuais em vestidos, trench coats, malhas, leggings e mantos que mudavam de forma conforme o corpo se movia. Kondo segue tratando a moda como um laboratório de formas. Na passarela, surgiram tanto silhuetas ajustadas quanto volumes mais amplos e arquitetônicos, muitas vezes afastados do corpo. Issey Miyake na Semana de Moda de Paris Getty Images Dentro dessa pesquisa, os plissados, assinatura histórica da casa , ganharam novas variações, aparecendo inflados, torcidos e expandidos em volumes distintos. A paleta também incluiu cores mais intensas em relação ao repertório habitual da marca. O resultado foi uma coleção que reforça a abordagem da maison em relação à experimentação têxtil e à construção de uma linguagem própria, combinando design, técnica e pesquisa de materiais.