Trump diz que espera ter 'a honra de assumir o controle de Cuba'

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira que espera ter "a honra de assumir o poder em Cuba" durante seu mandato, em meio a negociações em andamento com o regime de Havana, que está em crise devido ao consumo de energia. Caminhando 'no fundo de um poço já fundo': Sob escassez e sem combustível, cubanos veem mudança na Venezuela quase com esperança Em meio à crise energética: Brasil vira novo destino dos sonhos de cubanos, com rota via Guiana — Acredito sinceramente que terei a honra de assumir o controle de Cuba, de alguma forma — disse Trump a repórteres no Salão Oval. — Quero dizer: ou a libertem, ou a levem. Acho que posso fazer o que quiser, se ela quiser que eu lhe diga a verdade. É uma nação muito fragilizada neste momento. Seria uma grande honra. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, reconheceu na sexta-feira que ambos os governos estão em negociações, em meio a um bloqueio quase total imposto por Washington ao fornecimento de petróleo bruto à ilha, que sofre com apagões generalizados. Trump não esconde o seu desejo de uma mudança de regime em Cuba, governada pelo Partido Comunista e localizada a apenas 150 km dos EUA. Segundo Washington, o país representa uma "ameaça excepcional", principalmente por suas estreitas relações com a Rússia, a China e o Irã, aliados de Havana. Desde meados de janeiro, o presidente Trump assegurou que seu governo já mantinha conversas com altas lideranças da ilha, imersa há seis anos em uma crise sem precedentes, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos EUA. Após lançar guerra contra o Irã: Trump diz que mudança de regime em Cuba é 'questão de tempo' A situação se agravou após a ofensiva do governo Trump contra a Venezuela. Washington prendeu o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assumiu o controle da estatal petrolífera do país e bloqueou o envio de combustível para Cuba, que dependia de Caracas como principal fornecedora de petróleo. A escassez de diesel já obrigou o governo cubano a reduzir serviços públicos, incluindo transporte coletivo e cirurgias eletivas em hospitais, segundo relatos divulgados pela imprensa americana. Dependente de importações para cerca de 60% de seu abastecimento de combustível, especialistas estimam que Cuba poderia ficar sem reservas ainda neste mês.