Arcos da Lapa entram em nova restauração com obras de R$ 1,7 milhão

Um dos principais cartões-postais do Rio, os Arcos da Lapa começaram a passar por uma nova restauração nesta segunda-feira. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o monumento, localizado na região central da cidade, receberá obras de limpeza, pintura e revitalização do entorno, com um investivemento de R$1,7 milhão da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. Parte do telhado da Casa dos Poveiros desaba no Rio Comprido; bombeiros são acionados Vereador rebate acusação da Polícia Civil e diz que depósitos de mais de R$ 100 mil eram prêmio da ONU A última intervenção no local havia sido realizada em 2022, quando a prefeitura realizou uma revitalização mais ampla, incluindo a restauração do piso, dos postes de iluminação, do calçamento e a pintura do monumento. Desta vez, com objetivo de pintura e retirada de limo provocado pela umidade das chuvas, os trabalhos serão concentrados principalmente na recuperação da estrutura externa dos Arcos. Portanto, sem intervenções estruturais. Com 270 metros de extensão e 17 metros de altura, os Arcos da Lapa terão os serviços executados por uma equipe de 10 profissionais. A operação contará com andaimes, plataformas elevatórias e também alpinistas industriais, que atuarão com técnicas de rapel para alcançar pontos mais altos do monumento. Assim, além da recuperação dos arcos, a prefeitura também prevê intervenções no entorno, como a revitalização da Praça Cardeal Câmara e do passeio em pedras portuguesas ao redor dos Arcos. A previsão é que os serviços sejam concluídos até julho deste ano. O projeto acompanha outras ações da prefeitura na região, como a substituição do asfalto nas vias ao redor, Técnica tradicional de restauro Restauração dos Arcos da Lapa, no Centro do Rio, precisam de técnica especial Custódio Coimbra / Agência O Globo Por se tratar de um bem tombado, a restauração seguirá técnicas tradicionais de conservação. O trabalho será feito com argamassa à base de cal virgem, material que garante a cor branca característica dos Arcos da Lapa e preserva as características originais do patrimônico histórico. De acordo com a prefeitura, a técnica é a mesma empregada na época da construção, no século XVIII. Em nota, o Instituo do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional informou que obras desse tipo "são acompanhadas pela equipe técnica do Iphan", justamente para evitar ações que possam descaracterizar o monumento. Ainda vale destacar que a Gerência de Monumentos e Chafarizes da Secretaria de Consevação é responsável por programar reparos periódicos ao monumento, dentro do orçamento anual de R$ 1,8 milhão. Efeito no trânsito Na etapa final do serviço, as ruas Mem de Sá e Riachuelo, na Lapa, precisarão ser interditadas, mas é algo a ser visto posteriormente com a CET-Rio o melhor esquema para o período. Já o bondinho de Santa Teresa, por ser uma concessão estadual não sofrerá interferência e também não haverá atuação na área dos seus trilhos. Tempo de degradação De acordo com Diego Vaz, secretário municipal de coservação, não é possível precisar o tempo que leva a degradação da nova pintura. No entanto, a ideia é que o trabalho ganhe um espaço mais curto para novo restauro. — Talvez não leve mais quatro anos, e não é necessário fazer esse trabalho anualmente. Até porque, trata-se de uma pintura específica. Ela tem preparo de cal virgem, por ser monumento histórico, então não é como uma parede qualquer, mas estamos com um contrato licitado que está acompanhando essa conservação — explicou o secretário. Copacabana, a rainha das patinetes: veja o ranking dos bairros com mais usuários do transporte Símbolo histórico e turístico Construído entre 1723 e 1750, em pedra e cal, o Aqueduto da Carioca — nome oficial dos Arcos da Lapa — foi projetado pelo engenheiro José Fernandes Pinto Alpoim. Originalmente, a estrutura foi criada para levar as águas do Rio Carioca até o Centro da cidade, para abastecer o Largo da Carioca. Mas a partir de 1896, no entanto, o monumento passou a ter uma nova função: servir de passagem para o Bondinho, ligando o Centro ao tradicional bairro de Santa Teresa. Hoje, além da sua importância histórica, os Arcos da Lapa são um dos maiores símbolos turísticos da capital. Paes e Castro têm novo embate em ano eleitoral: estado reboca ônibus da prefeitura do Rio que ligaria terminal do BRT a Mesquita — Uma cidade sem memória é uma cidade morta. Então, a Prefeitura do Rio tem o compromisso de investir na preversão dos seus monumentos, até porque, a cidade tem sua história contada através das suas obras. Por isso, é necessário cuidar desse bem histórico — afirmou o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz. Dados do Observatório do Turismo Carioca, da Secretaria Municipal de Turismo, mostram que a Lapa ficou em sétimo lugar entre os pontos mais visitados por turistas estrangeiros e naiconais em 2025. Ao todo, a região recebeu mais de 7,4 milhões de visitantes na última temporada, tendos os Arcos como um dos seus principais pontos de encontro. Imagem aérea do show de João Gomes na Lapa Custódio Coimbra / Agência O Globo A fama ainda atraiu diferentes eventos para o lugar, como o megashow de João Gomes, em outubro do ano passado. Na ocasião, o artista pernambucano reuniu milhares de fãs embaixo dos Arcos da Lapa, para gravação de um DVD, com as participações especiais de nomes consagrados como Zeca Pagodinho e Ivete Sangalo, além dos músicos Jota.Pê e Mestrinho, que junto com João, tocam o projeto "Dominguinho". Restauração de outros monumentos Além do trabalho desenvolvido nos Arcos da Lapa, também está previsto para julho deste ano, a entrega do Relógio da Carioca, da estátua do Chacrinha, na Rua General Garzon, no Jardim Botânico. Também está programada a recolocação do Coreto de Sepetiba. Mas também está nos planos da Prefeitura do Rio a recolocação da estátua do Noel Rosa, na esquina da Rua São Francisco Xavier com o Boulevard 28 de Setembro, no bairro de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. Initial plugin text