O presidente colombiano, Gustavo Petro, denunciou nesta segunda-feira um possível bombardeio realizado pelo Equador no lado colombiano da fronteira, onde operam grupos de narcotráfico, e alertou que aguarda os resultados de uma investigação para evitar "uma guerra". O líder de esquerda, que trava uma disputa comercial com seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, afirmou que seu governo possui evidências de um ataque com uma "bomba" lançada de um avião próximo à fronteira. Leia também: deslocamento de garimpos muda dinâmica do tráfico humano de venezuelanas na Amazônia Argentina: investigação contra Milei por suposto golpe com criptomoedas é retomada "Eles estão nos bombardeando do Equador, e não são os grupos armados ilegais", disse ele durante uma reunião televisionada com seus ministros. Petro acrescentou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que "tome providências" em relação a esse suposto bombardeio. "Pedi a ele que ligasse para o presidente do Equador porque não queremos uma guerra", acrescentou o presidente colombiano, que não especificou quando o suposto ataque ocorreu, mas está sendo investigado para que "decisões possam ser tomadas". A Colômbia e o Equador estão em guerra comercial desde fevereiro, quando Noboa impôs tarifas ao seu vizinho, criticando Petro por supostamente não fazer o suficiente para combater o narcotráfico na fronteira. Petro respondeu com a mesma medida, e, apesar de vários esforços diplomáticos, a crise persiste. As forças equatorianas lançaram no domingo uma ofensiva antidrogas de duas semanas com o apoio dos EUA. Noboa é muito próximo de Washington, e seu país faz parte do chamado "Escudo das Américas", uma aliança recente de 17 países das Américas para enfrentar ameaças à segurança. A Colômbia não faz parte desse acordo anunciado por Trump, que passou de inimigo de Petro a aliado a ele após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro.