Detento é acusado de se passar por estrela pornô para enganar atletas da NFL e NBA em esquema de fraude e tráfico sexual

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou, nesta segunda-feira (16), que um detento foi formalmente acusado de operar um esquema de fraude e tráfico sexual de dentro do sistema prisional federal. Segundo as autoridades, Kwamaine Jerell Ford, de 34 anos, teria se passado por uma estrela de filmes adultos para enganar jogadores das ligas profissionais de basquete e futebol americano. Despedida triste: Após doze anos de corridas, cavalo morre ao concluir última prova antes de aposentadoria no Reino Unido Ex-jogador da NFL pediu ajuda ao ChatGPT após supostamente matar a namorada brasileira, dizem promotores a TV De acordo com a acusação, Ford já havia sido condenado em 2019, no Distrito Norte da Geórgia, por fraude informática e roubo de identidade qualificado, após aplicar golpes semelhantes de phishing contra atletas e celebridades. Na ocasião, ele utilizou dados financeiros roubados para gastar cerca de US$ 325 mil. “Enquanto cumpria pena por roubar números de cartões de crédito de atletas e celebridades para financiar seu estilo de vida, Ford supostamente repetiu a mesma conduta”, afirmou o procurador federal Theodore S. Hertzberg. Segundo ele, o réu teria ampliado suas ações criminosas ao usar uma identidade falsa online para aliciar uma jovem e coagí-la a produzir vídeos de natureza sexual envolvendo terceiros sem consentimento. As investigações apontam que, a partir de novembro de 2020, já sob custódia do sistema prisional federal, Ford teria obtido acesso a contas da Apple pertencentes a jogadores da NFL e da NBA. O esquema envolvia uma estratégia dupla: ao mesmo tempo em que se passava por uma atriz pornô oferecendo conteúdo explícito, ele também simulava ser um representante do suporte técnico da Apple para induzir as vítimas a fornecerem credenciais de acesso, como senhas e códigos de autenticação. Com os dados em mãos, Ford teria acessado informações financeiras das vítimas e realizado pagamentos de despesas pessoais, causando prejuízos de milhares de dólares. Segundo as autoridades, dezenas de pessoas foram enganadas pelo esquema. Além das fraudes, o Departamento de Justiça afirma que, em maio de 2021, o acusado teria se passado por um ator de filmes adultos para recrutar uma mulher sob falsas promessas de impulsionar sua carreira como modelo. A partir disso, ele teria organizado encontros com atletas profissionais, intermediado pagamentos e coagido a vítima a participar de atos sexuais comerciais. Ainda segundo a acusação, Ford utilizava identidades falsas para ameaçá-la e garantir sua continuidade no esquema, além de exigir que parte dos encontros fosse registrada sem o conhecimento dos envolvidos. “Kwamaine Ford claramente não aprendeu com sua condenação anterior por um esquema semelhante. Desta vez, ele supostamente intensificou sua atividade criminosa — roubando identidades e dinheiro, além de passar a praticar coerção e tráfico sexual”, disse Peter Ellis, agente especial interino do FBI na Geórgia. Em 13 de março de 2026, Ford compareceu à Justiça Federal e se declarou inocente das acusações, que incluem nove crimes de fraude eletrônica, sete de fraude informática, um de fraude com dispositivo de acesso, quatro de roubo de identidade qualificado e um de tráfico sexual. A Justiça determinou que ele permaneça preso, sem direito a fiança, até o julgamento. O caso é investigado pelo FBI, e a acusação está sob responsabilidade das procuradoras federais assistentes Bernita B. Malloy e Phyllis Clerk. A ex-procuradora Natasha Cooper também atuou na fase inicial das investigações. As autoridades ressaltam que a denúncia contém alegações, e que o réu é presumido inocente até que sua culpa seja comprovada em tribunal.