As crises de enxaqueca voltaram a fazer parte da rotina de Virgínia Fonseca e, desta vez, por um motivo que muitos pacientes conhecem bem: a interrupção de um tratamento preventivo. Na segunda-feira (16), a influenciadora compartilhou com os seguidores que voltou a sentir dores após atrasar uma etapa importante do protocolo que segue há pouco mais de um ano. Veja: Gabriely, mulher de Endrick, comemora convocação do marido para a Seleção e repercute nas redes Post de Karoline Lima viraliza após convocação de Léo Pereira e gera especulações: 'Já voltaram' A pausa aconteceu em meio à agenda intensa que antecedeu o carnaval. Virgínia tinha programado a aplicação de toxina botulínica, procedimento que integra o controle da enxaqueca, mas não conseguiu cumprir o cronograma. Nos últimos dias, percebeu o retorno dos sintomas. "Esses dias eu tinha que ter feito o meu botox para enxaqueca e o bloqueio antes do carnaval, mas acabei não fazendo. Meu tratamento está atrasado e comecei a sentir dor de cabeça", contou nas redes sociais. Enquanto não retoma o acompanhamento médico, ela disse que tem buscado alternativas imediatas para lidar com o desconforto. "Vou tirar um cochilinho para ver se melhora, porque está osso", desabafou. Virgínia Fonseca desabafa sobre dores de cabeça e atraso em tratamento preventivo Reprodução Instagram O relato chama atenção para a importância da regularidade nesse tipo de tratamento. Segundo a neurologista Thais Villa, a toxina botulínica é hoje uma das abordagens aprovadas para o controle da doença e deve seguir um protocolo contínuo para alcançar resultados mais consistentes. "O tratamento para a enxaqueca tem duração mínima de dois anos. Os ciclos de aplicação do botox são realizados a cada três meses. O paciente realiza, no mínimo, de oito a nove ciclos de tratamento com botox num período de dois anos. Se necessário, o paciente deve dar continuidade, com a mesma periodicidade trimestral, ou então pode ser espaçado a depender da sua evolução", explica ao GLOBO. Ainda de acordo com a especialista, o método atua diretamente nos mecanismos da dor. "A toxina botulínica é injetada nos nervos da cabeça. No paciente com enxaqueca, esses nervos estão inflamados e liberando várias substâncias que estimulam a dor e fazem as crises acontecerem. O botox acessa esses nervos, bloqueando a liberação das substâncias químicas que transmitem sinais de dor e inflamação pelos nervos, inibindo a liberação desses neurotransmissores e reduzindo a excitabilidade do cérebro", detalha. Com cerca de 30 milhões de brasileiros convivendo com enxaqueca, segundo estimativas da OMS, o tratamento tem ganhado espaço não apenas pela eficácia, mas também pelo perfil de segurança. "É um procedimento muito seguro que, com a técnica adequada, praticamente não tem nenhum efeito colateral. Tão seguro que é indicado para gestantes, que estão liberadas para seguir o tratamento da enxaqueca com botox", afirma a Dra. Thais.