Famosos prestam apoio a Deborah Colker após morte do neto da coreógrafa: 'Jovem guerreiro'

Colegas e amigos vêm prestando apoio a Deborah Colker, por meio das redes sociais, após a morte do neto da coreógrafa, na última segunda-feira (16). Filho de Clara Colker, primogênito da fundadora da companhia de dança que leva seu nome, Theo Colker Assunção Fulgêncio tinha 14 anos e sofria de epidermólise bolhosa, uma doença rara, genética e não contagiosa — ainda sem cura — que tem como sintomas bolhas e ferimentos na pele. Eliminação: Enquete atualizada do BBB 26 aponta participante com 55% dos votos para sair; confira a parcial Conforto: Cansado para sair? Na China, nova tendência para shows é assistir deitado em camas; entenda Nomes conhecidos do grande público — entre os quais a atriz Carolina Dieckmann, a artista plástica Beatriz Milhazes e a jornalista Fátima Bernardes — prestaram solidariedade à Deborah por meio de mensagens no Instagram. "Como aprendemos com o amor do Theo! Como aprendemos com a força e delicadeza desse jovem guerreiro!", escreveu a atriz Drica Moraes. "Debinha, que toda sua família possa passar por esse momento da maneira mais serena possível, lembrando da qualidade de amor que todos aprenderam convivendo com ele", desejou Regina Casé. Veja fotos do espetáculo 'Sagração', de Deborah Colker Em 2021, a coreógrafa estreou um espetáculo inspirado no neto. Com trilha sonora original de Carlinhos Brown, "Cura" refletia a jornada traçada por Deborah desde que Theo nasceu com a doença incurável que causa bolhas na pele ao menor contato. Ao longo de uma década, a coreógrafa visitou hospitais mundo afora, tornou-se próxima de cientistas ("Eles passaram a ser minha turma vip nos teatros", ela brincou, numa entrevista ao GLOBO), investigou religiões que "cantam e dançam a cura", viajou para Moçambique, na África, e compreendeu, ainda que com certa resistência, o poder da aceitação e da resiliência, mas "sem desistir da luta". Na noite da última segunda-feira (16), a companhia da coreógrafo prestou um tributo à criança por meio de publicação nas redes sociais em que informava a perda do familiar. "Ao nosso guerreiro que se tornou luz. Nosso guerreiro, nosso herói! Obrigado, Theo", diz a mensagem. Initial plugin text Em "Cura", era a voz do neto de Deborah que dava o pontapé para o espetáculo. Numa gravação feita há alguns anos pela avó, o menino repassava o mito iorubá de Obaluaê, filho de Nanã e Oxalá que é abandonado pela mãe após nascer com o corpo cheio de feridas. Na história, a criança é acolhida por Iemanjá, que o protege com uma roupa de palha sagrada. A trama condensa, de certa maneira, a principal mensagem desenhada pelos bailarinos em cena. Coreógrafa Deborah Colker e seu neto Theo Reprodução/Redes Sociais Nos últimos anos, Deborah compartilhou com o público sua luta contra o preconceito e a busca pela cura da doença de Theo. Ela e o neto participaram do documentário "Viver é raro"’, lançado em 2023 no Globoplay, focado em pessoas com condições especiais. "Ajuda a transformar o desconhecimento em relação a doenças raras. Mostra o desafio, mas também a paixão, o sentido de viver e a missão de cada um de buscar formas de cura. Porque a cura existe. Se não está no campo físico, está no emocional, no intelectual ou espiritual", disse Deborah na época do lançamento.