O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto (PL), defendeu a indicação da senadora Tereza Cristina (PP-MS) como a vice ideal para a chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato ao Planalto. Em entrevista ao programa "Frente a Frente", da Folha de S. Paulo e do UOL, o dirigente partidário também deixou em aberto o posto para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também postulante à Presidência, mas disse que a escolha dependerá de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). — Cada um tem um palpite e não discutimos isso antes. O meu? Tereza Cristina. Ela é um nome muito forte no agronegócio e tem carisma — disse ao ser questionado sobre a composição da chapa de Flávio.— Mas eu não vou dar palpite nisso e quem vai decidir isso será o Flávio e o Bolsonaro. Na ocasião, Valdemar também afirmou que Zema também "poderia ser maravilhoso" para a indicação de vice, mas disse que a decisão final será do senador. Ele também afirmou que ainda acha possível uma união do campo da direita para uma vitória contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno e disse que acredita que o PSD não lançará candidato. — Ele [Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD] tem vários candidatos de qualidade. O Ratinho Jr. é o máximo, mas não vai querer abandonar o estado dele, na minha opinião. O Caiado é ótimo candidato também e tem muita aprovação em Goiás, mas precisa ter voto. E o Eduardo Leite não quer ser candidato, ele quer fazer esse curso lá fora, está com essa pretensão. Além de uma aliança entre os candidatos da direita, Valdemar afirmou que tem expectativa de que o presidente americano Donald Trump entre em cena e ajude na eleição de Flávio. O presidente do PL também afirmou que estranhou a decisão do governo dos EUA de retirar a imposição da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). — Ele falou claramente: 'O que estão fazendo com o Bolsonaro é o que queriam fazer comigo'. E depois mudou. Eu acredito que ele vai ajudar o Flávio, não tenho dúvida disso. Ele quer um governo de direita aqui — afirmou. — Você verão como ele procederá se for eleito presidente. Ele vai para os EUA e arrancará o couro do Trump para ajudar o nosso país, porque nós precisamos criar emprego aqui.