Chikungunya na reserva indígena A Prefeitura de Dourados (MS) confirmou a quarta morte por chikungunya na Reserva Indígena, segundo boletim da Vigilância em Saúde divulgado nesta segunda-feira (16). A situação nas aldeias é considerada epidemia, por causa do aumento rápido de casos nas últimas semanas. Para tentar conter o avanço da doença, equipes da Secretaria Municipal de Saúde fazem um mutirão nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com apoio de profissionais de Itaporã e do Governo do Estado. A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) também chega nesta quinta-feira (19) ao local, para reforçar o combate. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Ao todo, foram registrados 407 casos na Reserva Indígena: 202 confirmados, 181 em investigação, 24 descartados e quatro mortes. As vítimas são: mulher de 69 anos (Aldeia Jaguapiru, em 26/02); homem de 73 anos (Aldeia Jaguapiru, em 09/03); bebê de 3 meses (Aldeia Bororó, em 10/03); mulher de 60 anos (Aldeia Jaguapiru, em 12/03). Na área urbana, também houve aumento de casos. Em 2026, são 912 notificações, com 379 confirmações, 383 exames aguardando resultado e 150 descartados. Até agora, não há mortes fora da Reserva Indígena. Mesmo com população maior — cerca de 264 mil habitantes, contra aproximadamente 20 mil na Reserva —, a proporção de casos nas aldeias é mais alta. Os números atuais já passam de todo o ano de 2025, quando foram registrados 184 casos confirmados e uma morte em todo o município e na Reserva. Ações de combate A prefeitura organizou uma força-tarefa nas aldeias Jaguapiru e Bororó. As equipes já vistoriaram 4.319 imóveis, fizeram tratamento em 2.173 locais e identificaram 1.004 focos do mosquito, a maioria em caixas d’água, lixo e pneus. Também houve borrifação em 43 imóveis, uso de dois equipamentos de inseticida e atuação de 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena. A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e causa febre alta, dores nas articulações e cansaço. Em casos mais graves, pode provocar complicações neurológicas, como encefalite, meningite e paralisia. A recuperação pode ser lenta, com dores que podem durar mais tempo. Chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti Fabio Rodrigues/g1 Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: