A lista de 52 faculdades privadas punidas por baixo desempenho do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) possui sete instituições do estado Rio de Janeiro. Essas medidas cautelares foram publicadas nesta terça-feira pelo Ministério da Educação. Entre as medidas cautelares aplicadas, a mais severa é a proibição do ingresso de novos alunos. Veja a lista completa: MEC restringe novos alunos em 52 faculdades privadas de Medicina por baixo desempenho no Enamed Saiba quais: MEC pune universidade federal por baixo desempenho no Enamed e coloca outras três sob supervisão Veja a lista de instituições punidas no Rio Impedidas de ter novos alunos Instituições que ficaram com Conceito Enade 1 e menos de 30% dos concluintes proficientes Universidade Estácio de Sá Redução de 25% de novos alunos Instituições que ficaram com Conceito Enade 2 e a partir de 40% e menos de 50% dos concluintes proficientes no Enamed Universidade Iguaçu (Nova Iguaçu) Universidade Iguaçu (Itaperuna) Afya Universidade Unigranrio (Duque de Caxias) Centro Universitário Serra dos Órgãos (Teresópolis) Afya Centro Universitário de Itaperuna Centro Universitário Famesc (Bom Jesus do Itabapoana) As portarias marcam o primeiro passo de um processo de supervisão por conta do desempenho dessas instituições no Enamed. Ele é realizado pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC. Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) afirmou que "manifesta preocupação com o conteúdo das portarias publicadas" nesta terça-feira e que "as punições impostas às instituições que não obtiveram conceitos satisfatórios na avaliação demandam atenção, especialmente quanto aos seus impactos no ambiente regulatório". — A criação de parâmetros punitivos exige regulamentação clara, por meio de ato normativo próprio. Além disso, a adoção de uma lógica predominantemente sancionatória se afasta dos princípios da Lei do Sinaes, que estabelece a avaliação como instrumento formativo e indutor de qualidade. Quando não há clareza nos critérios e se prioriza apenas a punição, perde-se a capacidade de promover a melhoria efetiva do ensino superior — afirmou o diretor-presidente da ABMES, Janguiê Diniz.