O estado de São Paulo tem 14 das 52 faculdades de medicinas privadas punidas por baixo desempenho do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Essas medidas cautelares foram publicadas nesta terça-feira pelo Ministério da Educação. Entre elas, a mais severa é a proibição do ingresso de novos alunos. Veja a lista completa: MEC restringe novos alunos em 52 faculdades privadas de Medicina por baixo desempenho no Enamed Saiba quais: MEC pune universidade federal por baixo desempenho no Enamed e coloca outras três sob supervisão Veja a lista de instituições punidas em SP Impedidas de ter novos alunos: Instituições que ficaram com Conceito Enade 1 e menos de 30% dos concluintes proficientes União de Faculdades de Grandes Lagos (São José do Rio Preto) Centro Universitário de Adamantina (Adamantina) Faculdade de Dracena (Dracena) Redução de 50% de novos alunos Instituições que ficaram com Conceito Enade 1 e a partir de 30% e menos de 40% dos concluintes proficientes no Enamed Universidade Brasil (Fernandópolis) Universidade de Mogi das Cruzes (Mogi das Cruzes) Centro Universitário das Américas (São Paulo) Faculdade São Leopoldo Mandic de Araras (Araras) Redução de 25% de novos alunos Instituições que ficaram com Conceito Enade 2 e a partir de 40% e menos de 50% dos concluintes proficientes no Enamed Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis (Penápolis) Universidade de Ribeirão Preto (Guarujá) Universidade Santo Amaro (São Paulo) Universidade de Marília (Marília) Universidade Anhembi Morumbi (São Paulo) Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto (Ribeirão Preto) Centro Universitário de Santa Fé do Sul (Santa Fé do Sul) As portarias marcam o primeiro passo de um processo de supervisão por conta do desempenho dessas instituições no Enamed. Ele é realizado pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC. Em nota, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) afirmou que "manifesta preocupação com o conteúdo das portarias publicadas" nesta terça-feira e que "as punições impostas às instituições que não obtiveram conceitos satisfatórios na avaliação demandam atenção, especialmente quanto aos seus impactos no ambiente regulatório". — A criação de parâmetros punitivos exige regulamentação clara, por meio de ato normativo próprio. Além disso, a adoção de uma lógica predominantemente sancionatória se afasta dos princípios da Lei do Sinaes, que estabelece a avaliação como instrumento formativo e indutor de qualidade. Quando não há clareza nos critérios e se prioriza apenas a punição, perde-se a capacidade de promover a melhoria efetiva do ensino superior — afirmou o diretor-presidente da ABMES, Janguiê Diniz.