A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou nesta terça-feira que o plano de recuperação financeira dos Correios está sendo executado conforme o previsto e já apresenta resultados acima do esperado. — O plano está sendo seguido à risca. A gente acompanha obrigatoriamente mensalmente, mas é mais frequente — disse a ministra. Segundo ela, o monitoramento envolve diferentes áreas do governo e conta com interlocução direta com outros ministros, incluindo o da Casa Civil, Fazenda e o das Comunicações, que acompanha de perto a execução. Dweck destacou que os primeiros indicadores do plano são positivos, com desempenho de receita superior ao inicialmente projetado. — E a gente está muito feliz que a proposta de restauração está sendo seguida com resultados positivos, inclusive com a receita superando positivamente a expectativa que seria padrão — afirmou. Para o governo, isso reforça a confiança de que a estatal conseguirá reverter, de forma gradual, o quadro financeiro observado no ano passado. O avanço do plano ocorre em meio a novas medidas para garantir fôlego financeiro à empresa. O Conselho Monetário Nacional (CMN) pré-aprovou um novo empréstimo de até R$ 8 bilhões com garantia da União para os Correios. A decisão eleva o limite global de crédito da estatal de R$ 15,625 bilhões para R$ 23,625 bilhões. No fim de 2025, a empresa já havia contratado cerca de R$ 12 bilhões em crédito junto a um pool de bancos, mas pleiteava um volume maior — de até R$ 20 bilhões — para viabilizar seu plano de reestruturação. Agora, com o novo espaço autorizado, o governo busca assegurar a continuidade das medidas de recuperação econômico-financeira aprovadas em dezembro. Segundo o Ministério da Fazenda, o CMN criou um sublimite específico para os Correios dentro das regras de crédito com garantia da União neste ano. A pasta afirma que a medida não implica aumento de despesas para o Tesouro, mas reorganiza os limites já existentes. Além disso, despesas de até R$ 10 bilhões relacionadas ao plano de reestruturação não serão consideradas no cálculo da meta fiscal das estatais em 2026, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026. Na prática, isso dá mais espaço para a execução das ações sem pressionar o resultado primário. Sobre um eventual aporte direto da União, Dweck afirmou que a possibilidade já estava prevista nos contratos firmados com bancos, mas não deve ocorrer neste ano. Segundo ela, o governo também avalia alternativas, como eventual complemento de empréstimos.