O conhecimento dos brasileiros sobre bancos e carteiras digitais quase dobrou em quatro anos, passando de 23,9% em 2022 para 45,6% em 2025, segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) , em parceria com Datafolha. Para Marcelo Billi, superintendente de Sustentabilidade, Inovação e Educação da Anbima , o avanço reflete uma mudança consistente na forma como a população se relaciona com o sistema financeiro. “As pessoas estão mais expostas ao universo digital e, ao mesmo tempo, mais atentas às diferentes formas de acessar serviços. Esse movimento amplia as opções e fortalece a inclusão”, afirma. Saiba mais: Anbima sai em defesa da autonomia do Banco Central em meio ao caso Banco Master No geral, bancos tradicionais e digitais já fazem parte do cotidiano da população: 97% dos brasileiros afirmam conhecer ao menos uma instituição financeira. O reconhecimento dos bancos tradicionais segue elevado e crescente. Em 2022, 78% citaram espontaneamente algum banco convencional; em 2025, o índice subiu para 91,5%. Fonte: 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro Geração Z é a que mais usa bancos digitais Nove em cada dez brasileiros têm ao menos uma conta ativa. Entre os canais, bancos tradicionais permanecem como a porta de entrada mais comum, chegando a 73,67%. Bancos e carteiras digitais avançaram na série, mas recuaram no último ano, após o pico de 43,78% em 2024 para 38,87% em 2025 (a mesma pessoa pode ter conta em mais de um tipo de instituição, por isso os percentuais não são excludentes e ultrapassam 100% quando somados). Saiba mais: Caso Banco Master avança e amplia cerco a fundos de previdência no Amapá e no Rio O recorte geracional evidencia um contraste claro. De acordo com o Raio X, 92% da Geração Z (16 a 29 anos em 2025) tem algum tipo de conta, com empate na quantidade de público em cada instituição: 67% têm conta em banco tradicional e 66% em banco digital, sinal de sobreposição de relacionamento. Saiba mais: Caso Banco Master avança e amplia cerco a fundos de previdência no Amapá e no Rio Entre millennials (30 a 44 anos), o padrão é híbrido: 77% com pelo menos uma conta em bancos tradicionais e 48% nos digitais. Nas faixas mais maduras, o digital perde fôlego: na Geração X (45 a 64 anos), 76% estão em casas tradicionais e 24% em digitais. Saiba mais: Febraban aprova entrada do Nubank por unanimidade Entre Boomers+ (acima de 65 anos), 75% possuem contas tradicionais e apenas 7% em digitais. “O conjunto mostra que a inclusão financeira avança, mas a adoção do digital ainda é desigual. Pessoas mais jovens já operam com dupla porta de entrada e transitam entre canais, enquanto os boomers e a geração X têm preferência pelo modelo tradicional. O resultado reforça a leitura de que o digital complementa, mas não substitui, o relacionamento bancário para parte significativa da população”, completa Marcelo Billi. Fonte: 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro Fonte: 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro Sobre o Raio X do Investidor Brasileiro A 9° edição do Raio X do Investidor Brasileiro retrata a população com 16 anos ou mais, o que equivale a mais de 168 milhões de pessoas, sendo 48% homens e 51% mulheres economicamente ativas, com uma média de idade de 44 anos. O estudo ouviu 5.832 pessoas em todas as regiões do país entre os dias 4 e 21 de novembro de 2025. A versão completa do levantamento será apresentada em breve pela Anbima. O post Conhecimento sobre bancos digitais quase dobra em quatro anos, indica Raio X do Investidor Brasileiro apareceu primeiro em Revista Oeste .