A decisão divulgada nesta terça-feira do comitê de apelações da Confederação Africana de Futebol (CAF) de anular o título do Senegal por WO e entregá-lo ao Marrocos se tornou assunto mundial. Jornal de diversos países criticaram a escolha polêmica da entidade, que tirou do resultado do campo a decisão do título da Copa Africana de Nações. O jornal do Reino Unido, The Sun, ressaltou que o Senegal foi "surpreendentemente" destituído em "em uma decisão notável", a qual os dirigentes do futebol africano acolheram a alegação de Marrocos de que a saída da seleção de Senegal do campo nos acréscimos da partida significava uma infração às regras do jogo. O jornal acrescentou que a "decisão da CAF certamente causará indignação no Senegal, onde a vitória final gerou grandes comemorações em todo o país". The Sun repercute decisão que reverte título de Senegal para Marrocos Captura de tela Já o jornal espanhol AS, criticou a decisão como "escândalo mundial", ressaltando que ocorreu Dois meses após a final da Copa Africana de Nações. Jornal espanhol AS repercute decisão que tira título de Senegal Captura de Tela O francês Le Équipe foi mais sóbrio na divulgação do caso. Embora tenha considerado a decisão "incrível", ressaltou que "após uma partida completamente maluca durante a qual os jogadores senegaleses chegaram a abandonar o campo em protesto , a CAF respondeu nesta terça-feira à reclamação apresentada por Marrocos, considerando-a justificada!". Jornal francês L'Équipe também repercute decisão Captura de tela Entenda o caso: Dois meses após a decisão da Copa Africana das Nações, a Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu mudar o que havia sido um título histórico para Senegal, que, dentro de campo, venceu por 1 a 0 uma partida repleta de polêmicas e reviravoltas. Em decisão do Conselho da entidade, ficou determinado que os senegaleses seriam penalizados com uma derrota de 3 a 0 por WO e que o troféu ficaria com Marrocos. A decisão da CAF se deu após pleito da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) e foi tomada com base nos artigos 82 (deixar o campo antes do término regular da partida sem a autorização do árbitro) e 84 (a equipe que infringir as disposições do artigo 82 será eliminada definitivamente da competição e perderá a partida por 3 a 0) do regulamento da competição. O caso ocorreu nos acréscimos do segundo tempo da etapa regulamentar da final, Marrocos e Senegal protagonizavam uma final morna e equilibrada. A partida havia tido apenas uma chance clara de gol para cada lado, nenhuma disputa mais ríspidas, muito menos confusões. O roteiro começou a mudar aos 47 minutos do segundo tempo, quando o o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala marcou falta de Seck em Hakimi em lance que terminaria com a bola empurrada para as redes por Sarr, no que poderia ser o gol do título senegalês. Mas foi aos 52 minutos da segunda etapa que um lance ainda mais polêmico levou a história da partida para outro patamar. O atacante espanhol naturalizado marroquino, Brahim Díaz, do Real Madrid, caiu na pequena área e reclamou com veemência de um suposto puxão de Diouf. Após ser chamado pelo VAR, o árbitro marcou o pênalti. Leia a nota oficial da CAF: O Conselho de Apelação da Confederação Africana de Futebol (“CAF”) decidiu hoje que, em aplicação do Artigo 84 do Regulamento da Copa Africana de Nações (CAN), a Seleção Nacional do Senegal perdeu por WO a partida final da Copa Africana de Nações (CAN) TotalEnergies Marrocos 2025 (“a Partida”), com o resultado da partida sendo registrado como 3–0 a favor da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF).