Mísseis iranianos atingem região central de Israel e a embaixada americana na capital do Iraque

Irã bombardeia campo de produção de gás nos Emirados Árabes Pela primeira vez, o Irã atingiu instalações de produção de petróleo e gás. Até agora, o regime tinha atacado refinarias, terminais ou depósitos. Um dos maiores campos de gás do mundo suspendeu, nesta terça-feira (17), parte da atividade. O Comando Central dos Estados Unidos divulgou um vídeo de ataques a alvos iranianos. Assim como o Exército de Israel. Equipes de resgate vasculharam escombros de prédios destruídos na capital, Teerã. O chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha cobrou que instalações médicas, profissionais de saúde e pacientes precisam ser protegidos. Enquanto isso, o Irã também segue com os ataques na região. Foguetes e drones iranianos atingiram a embaixada americana em Bagdá, no Iraque. Em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, uma pessoa morreu atingida por destroços de um míssil interceptado. Depois de bombardear refinarias e portos, pela primeira vez, o Irã bombardeou diretamente uma área de produção de gás natural no país, uma das maiores do mundo. Mísseis lançados do Irã também foram vistos nos céus de Belém, na Cisjordânia. Em Israel, sirenes voltaram a soar em Tel Aviv e em Jerusalém. No centro do país, um míssil iraniano danificou carros e uma estação de trem. O norte foi alvo de ataques do Hezbollah. O Exército israelense disse que detectou um aumento nos preparativos do grupo extremista libanês, financiado pelo Irã, para lançar foguetes contra Israel. E, em resposta, continuou os ataques no Líbano. Colunas de fumaça cobriram o horizonte da capital, Beirute. A 60 km ao sul, um morador mostrou a destruição: “Aqui, tinha uma loja, um salão de beleza, um açougue...”. Mísseis iranianos atingem região central de Israel e a embaixada americana na capital do Iraque Jornal Nacional/ Reprodução O Programa Mundial de Alimentos, das Nações Unidas, alertou que as cadeias de suprimentos estão à beira da interrupção mais grave desde a pandemia e o início da guerra na Ucrânia e que, se o conflito no Oriente Médio continuar, o mundo pode ter o maior número já registrado de pessoas passando fome. O Estreito de Ormuz segue fechado. Mas Índia e Iraque teriam negociado a passagem de navios com suas bandeiras. Nesta terça-feira (17), o presidente Emmanuel Macron destacou que a França não vai participar de operações no Estreito de Ormuz no contexto atual. Mas disse que, depois do fim dos bombardeios, pode ajudar a escoltar navios em uma das principais rotas de energia do mundo. Donald Trump postou que os Estados Unidos "não precisam mais, nem desejam, a assistência dos países da Otan". E, depois, descreveu a decisão dos aliados de não enviar navios de guerra para o estreito como um "erro muito tolo". Trump também disse que os Estados Unidos ainda não estão prontos para deixar a região, mas que sairão em um futuro próximo. LEIA TAMBÉM População do Irã vai às ruas protestar contra a guerra após convocação do governo; VÍDEO Israel diz que matou chefe do Conselho de Segurança do Irã, figura central do regime O passado português do estreito de Ormuz, no centro das atenções pela guerra no Irã Guerra no Irã: companhias aéreas sobem tarifas e cancelam voos após disparada do preço do querosene