O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira que se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para reforçar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária em favor do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a audiência foi solicitada formalmente pela defesa e ocorreu em caráter “objetivo”, sem que o ministro tenha antecipado qualquer posição sobre o pleito. — Nós formalizamos um novo pedido de domiciliar humanitária e expusemos ali as nossas preocupações. Foi uma conversa objetiva, como advogados, e ele ficou de avaliar — disse Flávio. De acordo com o senador, a defesa apresentou “fatos novos” relacionados ao estado de saúde de Bolsonaro, que, segundo ele, teria chegado ao hospital em condição mais grave do que em episódios anteriores, com comprometimento dos pulmões após broncoaspiração. Flávio afirmou que os advogados sustentaram que a permanência do ex-presidente no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal pode agravar o quadro clínico, sobretudo pelo risco de intercorrências durante a noite, quando ele permanece sozinho na cela. — Demonstramos que o quadro tende a piorar se ele permanecer onde está, principalmente pelo risco de ficar sozinho e ter alguma intercorrência, como tontura ou até broncoaspiração — afirmou. — Se houvesse uma demora maior no atendimento, poderia ter evoluído para algo ainda mais grave. Esse risco é infinitamente menor numa domiciliar, com acompanhamento permanente — acrescentou. A movimentação ocorre em meio a uma ofensiva de aliados do ex-presidente no Supremo nos últimos dias. Interlocutores de Bolsonaro têm feito contatos com ministros da Corte em uma tentativa de ampliar o diálogo sobre o quadro de saúde e sensibilizar o tribunal para a concessão da domiciliar. Além de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e Ciro Nogueira chegaram a telefonar para ministros. A avaliação nesse grupo é que a piora clínica recente pode abrir uma nova janela para reverter decisões anteriores que negaram o benefício. Flávio afirmou ainda que laudos médicos foram anexados ao pedido e que o ministro não indicou prazo para decisão. — Ele não deu prazo. Vai analisar no tempo que achar necessário — disse. Este é o sexto pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa ao Supremo.