Fazenda chama estados para discutir redução temporária do ICMS sobre o diesel

O Ministério da Fazenda acionou o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de fazenda estaduais sob a coordenação do governo federal, para discutir redução temporária (até dezembro deste ano) do ICMS sobre o diesel. A medida está em linha com a decisão do governo federal que zerou as contribuições de PIS/Cofins para o combustível nas refinarias e assim, conter os efeitos da alta internacional do petróleo devido ao conflito mundial coordenado pelos Estados Unidos. A pasta comandada por Fernando Haddad convocou uma reunião virtual para esta quarta-feira para discutir o tema. Segundo interlocutores dos estados, todos os secretários de fazenda deverão deverão participar, mas a tendência é não haja uma definição no encontro. Para ter validade, as decisões do colegiado precisam ser aprovadas por unanimidade. Além da perda de receitas, os estados criticam a medida sob o argumento de que não há garantia de que os preços vão cair nas bombas. O governo federal deverá deverá alegar que pretende intensificar a fiscalização sobre os preços cobrados pelos postos e a redução de impostos. Interlocutores dos secretários afirmam que os estados estão dispostos a colaborar, desde que haja uma forma de compensação pelas perdas. Caso a guerra termine e os preços se acomodem as alíquotas seriam majoradas novamente,mas ainda assim a medida é vista com ressalvas. Em 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro adotou medida semelhante, de olho nas eleições. Mas a fatura sobrou para o governo atual, que precisou desembolsar R$ 26 bilhões para ccompensar os estados. Apesar disso, alguns estados veem a medida com desconfiança. Nesta terça-feira, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), emitiu nota. No documento, eles alegam que uma nova redução do ICMS pode enfraquecer a capacidade dos estados de financiar políticas públicas.