Moro deve se encontrar com Flávio e cúpula do PL para debater filiação e candidatura ao governo do Paraná

O senador Sergio Moro (União-PR) deve ter uma série de reuniões nesta quarta-feira para encaminhar palanques na disputa ao governo do Paraná. Está em negociação a migração do União Brasil para o PL, o que poderia gerar um impacto nas alianças locais e nas pretensões do governador Ratinho Júnior (PSD), mais próximo de se lançar na corrida presidencial. Em nome do pai: Flávio diz que encontrou Moraes e pediu prisão domiciliar por risco à saúde de Bolsonaro Paraná: Ala do PSD vê Ratinho Junior consolidado como candidato e espera anúncio para semana que vem Durante o dia, Moro deve se encontrar com dirigentes do seu atual partido, bem como com a cúpula do PL e o pré-candidato ao Palácio do Planalto Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em Brasília, o senador deve ouvir pela manhã o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e o chefe do União, Antonio Rueda. Rueda busca a permanência de Moro na sigla, que deve se unir ao PP em uma federação. Depois, Moro deve se reunir com o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Também está na agenda uma reunião com Flávio. O encontro com o PL ganha peso após a reunião da semana passada entre Ratinho e Rogério Marinho, responsável pela coordenação política da pré-campanha de Flávio, em que o partido voltou a testar a possibilidade de uma aliança nacional com o PSD. Na ocasião, Marinho ofereceu a Ratinho a vaga de vice na chapa presidencial e acenou com espaço relevante em um eventual governo, mas ouviu do governador que ele pretende manter o projeto próprio caso seja escolhido pelo partido. Segundo interlocutores, Ratinho reagiu com cautela ao tom da conversa e sinalizou que tentativas de pressioná-lo a desistir poderiam dificultar o entendimento, inclusive com impacto no nível de engajamento de seu grupo em um eventual segundo turno. O episódio manteve em aberto o desenho da aliança no Paraná. Desde 2024, PL e PSD têm um acordo político no estado que prevê apoio ao candidato indicado por Ratinho para sua sucessão, em troca do respaldo à candidatura do deputado Filipe Barros (PL) ao Senado. O próprio governador tem reiterado a aliados que considera o compromisso válido. Diante desse cenário, o PL passou a trabalhar com mais intensidade a hipótese de apoiar Moro como forma de garantir um palanque forte para Flávio no estado, um dos principais colégios eleitorais do Sul e peça relevante na estratégia nacional do partido. A avaliação interna é que, caso Ratinho leve adiante a candidatura ao Planalto, o arranjo local precisará ser rediscutido. A reunião desta quarta deve avançar sobre esse desenho. Além da possível filiação, estarão em discussão o papel de Moro na eleição estadual e o nível de alinhamento com o projeto presidencial do PL. O senador lidera pesquisas de intenção de voto no Paraná e é visto por dirigentes do partido como um nome capaz de sustentar a presença bolsonarista na disputa local. Ao mesmo tempo, interlocutores do PL afirmam que as conversas com Moro não encerram o diálogo com o PSD. A avaliação é que os cenários seguem em aberto e que a estratégia passa por manter mais de uma frente de negociação enquanto o partido define sua engenharia eleitoral para 2026.