A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou nesta quarta-feira que discutirá a exploração conjunta de elementos de terras raras em águas profundas com os Estados Unidos durante seu encontro com o presidente Donald Trump nesta semana. Em fevereiro, Tóquio realizou uma missão de teste em busca de sedimentos contendo terras raras a 6.000 metros abaixo do leito marinho, perto da ilha de Minamitorishima. Terras-raras: ‘Somos o maior produtor em escala fora da Ásia’, diz presidente da brasileira Serra Verde, que pode ter EUA como sócio BID: reservas brasileiras de terras-raras equivalem a quase duas vezes o PIB nacional Os elementos de terras raras são 17 metais utilizados em uma ampla gama de tecnologias, desde veículos elétricos a discos rígidos e mísseis. O Japão, os Estados Unidos e outros países buscam reduzir sua dependência da China para esses minerais. "Discutimos o desenvolvimento de recursos quando o presidente Trump visitou o Japão em outubro do ano passado, e, desde fevereiro, o Japão e os Estados Unidos iniciaram discussões concretas sobre o desenvolvimento de recursos minerais marinhos", disse Takaichi ao Parlamento. "Os elementos de terras raras nas águas ao redor de Minamitorishima são um dos alvos desse esforço. [...] Espero que o assunto seja abordado na próxima cúpula Japão-Estados Unidos", agendada para quinta-feira, acrescentou. Dia Mundial dos Oceanos: grupos se dedicam a divulgar os impactos do lixo na biodiversidade marinha Os sedimentos contendo elementos de terras raras foram coletados por um navio científico equipado com uma plataforma de perfuração. A descoberta foi uma boa notícia para o Japão, que importa 90% desses metais da China. Enquanto isso, em fevereiro, os Estados Unidos apresentaram uma aliança com a União Europeia e o Japão sobre minerais críticos, com a intenção de buscar alternativas à hegemonia chinesa no setor.