Carla Marins fala da Xênica de 'Três Graças', da vida aos 57 anos e do casamento de duas décadas

No ar como a Xênica de "Três Graças", Carla Marins revela estar adorando a reviravolta na trama da personagem, que se tornou mais ativa na luta contra o vilão Ferette (Murilo Benício). Entrevista: Eliezer fala da vida quatro anos após o 'BBB' e conta como é a divisão das despesas na sua casa com Viih Tube E mais: Tontom fala do papel na série 'Juntas & separadas' e da relação com a mãe, Heloisa Périssé — Ela começou como uma personagem um pouco frívola, muito consumista, ligada às bolsas de grife dela e, como ela mesmo disse, vivia no planeta money. Mas a Xênica tem um filho que faz trabalhos voluntários e tem consciência social. Quando houve a questão dos remédios falsos, ela demorou um pouco, mas entendeu que não podia mais estar ao lado de um homem que lucra com a morte e com o sofrimento das outras pessoas. Teve esse acordar para o lado social, para o lado afetivo, um pouco motivado também pela questão da vingança. Ela se sentiu extremamente traída. A empresa era uma empresa idônea, era uma fundação bacana... Mas, finalmente, depois de uma indecisão, ela se coloca e vira uma chave importante nessa nessa mudança, aliada ao Rogério (Eduardo Moscovis), aliada a Zenilda (Andreia Horta). Então, eu fico muito feliz. A novela é muito verdadeira, muito atual. Existem muitos Ferettes por aí. Temos um Ferrete que foi preso agora recentemente (risos) — afirma. Xênica também iniciou um envolvimento com Macedo (Rodrigo García), mas Carla acredita que o romance não tem futuro: — Eu acho muito interessante as pessoas ficarem falando: "Ah, a Xênica não vai ter ninguém?". Não, ela não vai ter ninguém, não precisa ter ninguém. Precisamos começar a naturalizar mulheres que são bem resolvidas e que não têm necessariamente um parceiro. Tem muitas outras relações que nos complementam: as amizades, as relações familiares. A nossa felicidade não está só nesse amor romântico. Eu acho que ela é muito bem resolvida e não tem necessidade realmente disso. Assim como Xênica, Carla revela ser uma mãe muito dedicada ao filho, Leon, de 17 anos, fruto do casamento com Hugo Baltazar. — Eu me dediquei muito à maternidade, pois fui mãe aos 40 anos, após já ter consolidado minha carreira. Isso me permitiu dar um tempo para vivenciar esse momento plenamente, sendo a mãe que eu quis ser, e não a que eu conseguisse ser. Embora minhas escolhas tenham sido intuitivas, hoje fico feliz com essa trajetória. Se pudesse dar um conselho, diria que a mulher não deveria ter filhos dos 20 aos 30 anos. Considero que entre 32 e 37 anos é uma idade muito boa, pois estamos mais maduras. Além do lado pessoal, a autonomia financeira é o mais importante. Carla está prestes a completar 20 anos ao lado do marido, o personal trainer Hugo Baltazar. Ela fala sobre manter um relacionamento tão longo: — Eu vou ser muito sincera, não foi difícil. Quando há afinidade, respeito, quando se tem uma relação de igualdade... Eu me sinto muito respeitada, eu me sinto com voz, eu sou sujeito nessa história. Então, a coisa flui. Eu comecei esse casamento muito tarde, né? Conheci o Hugo aos 37, tive filho aos 40. Ao iniciar essa relação mais madura, temos, talvez, a chance de escolher um homem bacana, à altura da nossa entrega. Nós, mulheres, nos entregamos tanto. Talvez mais velha a gente consiga fazer isso com mais consciência. Hugo, inclusive, é o responsável pela forma física de Carla. Ela conta que toda a família gosta muito de se exercitar e revela como está fazendo para conciliar as gravações da novela com os treinos: — Eu percebi que o exercício, principalmente o aeróbico, ajuda muito na memória e é um grande aliado para estudar textos. Faço exercício todo dia antes de trabalhar, dou uma corridinha de 20 minutos, e sinto que meu lado cognitivo melhora. É como um remédio profilático para a memória. Minha rotina é fazer exercício funcional três vezes por semana e correr três vezes por semana. Nossa família é muito ligada nisso; meu filho também treina com o pai, que é um profissional muito dedicado e faz um trabalho funcional, usando o peso do próprio corpo, o que evita lesões. Nesta fase da vida, temos que nos preparar para a próxima, que é a velhice. Preciso estar com o corpo apto, não mais tão preocupado com a estética, mas com a funcionalidade. Temos que ter um corpo que nos atenda. A atriz também mantém uma alimentação saudável: — Na verdade, não tem uma questão de restringir, o importante é eleger alimentos bons. Aumentar a quantidade de proteína ingerida. Então, de manhã, eu tomo um café reforçado, eu como três ovos, por exemplo. Eu almoço comida de verdade, como peito de frango, carne, peixe. À tarde, eu faço lanche com iogurte proteico e à noite faço um lanche também. Eu sempre foco nisso, a proteína é o principal. Isso ajuda a manter a musculatura legal. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Atualmente com 57 anos, Carla conta que entrou na menopausa tardiamente, aos 55: — Com o acompanhamento da minha endocrinologista, descobri que tive uma menopausa tardia, aos 55 anos. Até então, meus hormônios ainda estavam funcionando, embora eu já estivesse na perimenopausa. A queda hormonal de fato aconteceu aos 55, e foi quando senti um susto, percebendo mudanças no meu corpo e no meu ânimo. A perimenopausa foi um pouco mais complicada, pois ainda não havia o que fazer. Tive crises de suores e uma irritabilidade que me levou até a fazer terapia. Quando a menopausa se instalou, iniciei a reposição hormonal e tudo voltou ao normal. Como não tenho nenhuma questão familiar que me impeça, eu faço a reposição e estou me sentindo muito bem. A irritabilidade que eu sentia se equilibrou; era uma questão hormonal mesmo. 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