Apontado como chefe do tráfico no Morro dos Prazeres, Claudio Augusto dos Santos, o Jiló, foi morto nesta quarta-feira durante operação da Polícia Militar em comunidades da região central do Rio. Além dele, outros seis homens também morreram em confronto. Em reação, criminosos incendiaram um ônibus, sequestraram outros e utilizaram os coletivos como bloqueios. Chefe do tráfico do Morro dos Prazeres é morto pelo Bope; Paes manda apagar mural de filho do traficante Abelha Equipes da prefeitura apagam painel com homenagem a filho de traficante na Lapa; movimento de turistas na Escadaria Selarón é normal Na ação da PM — que visa a reprimir crimes relacionados a roubos de veículos e tráfico de drogas — foram mortos em confronto sete homens, incluindo o traficante Jiló, cujo histórico revela uma trajetória criminal que atravessa mais de três décadas no Rio. Ele tem condenações por sequestro, atuação reiterada no tráfico de drogas e dezenas de investigações por homicídios, roubos e organização criminosa. Levantamento do sistema da Secretaria de Segurança mostra que Jiló acumula 135 anotações criminais, além de registros por tráfico, associação criminosa e crimes violentos desde o início dos anos 1990. Mãe denuncia racismo contra filha em escola particular: Colega recusou lanche tocado por menina alegando estar 'contaminado' Os registros mais graves da ficha do traficante revelam um padrão de de violência extrema, com homicídio qualificado, sequestro e cárcere privado. Há ainda registros de ocultação de cadáver. Contra ele, havia 10 mandados de prisão em aberto. 'Aqui não vai ter homenagem a vagabundo', diz Paes, ao anunciar remoção de mural que retrata traficante na Lapa Jiló é apontado como envolvido na morte do turista italiano Roberto Bardella, de 52 anos, em dezembro de 2016. Na ocasião, o estrangeiro e um primo, cada um numa moto, e entraram no Morro dos Prazeres por engano. Bardella morreu na hora. O corpo dele foi colocado na mala de um carro, onde o primo foi obrigado a entrar. O veículo circulou por cerca de duas horas pela comunidade, até o tráfico mandar que ele fosse liberado. De acordo com a polícia, Jiló havia saído da cadeia 30 dias antes de se envolver na morte de Bardella. Ele havia sido preso em 1990 e recebeu uma progressão de pena.