Droga foi encontrada por cães farejadores Divulgação/Receita Federal A Polícia Federal deflagrou a "Operação Rastreio" que prendeu funcionários e ex-funcionários do Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, nesta quarta-feira (18). A ação ocorreu no Amazonas e outros 14 estados da federação e tem como alvo o tráfico de drogas e armas, além da atuação de facções criminosas e crimes como lavagem de dinheiro. Segundo informações obtidas pelo g1, a atuação do grupo começou a ser investigada após um funcionário da empresa aérea de carga Gollog ser preso em flagrante com 97 quilos de maconha tipo skunk em maio de 2025. A operação é realizada pelas Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), que reúnem diferentes órgãos de segurança pública, como polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal e secretarias estaduais. A coordenação é da Polícia Federal. Segundo a Polícia Federal, uma caixa com 90 tabletes da droga foi identificada com apoio da Equipe K9, que utiliza cães farejadores. O material seria enviado para o Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. O flagrante foi feito pela Receita Federal. O homem e a carga foram entregues à Polícia Federal, que deu continuidade às investigações. A ação resultou na prisão de mais quatro suspeitos nesta quarta-feira (18). O g1 pediu nota à administradora do aeroporto para saber quais medidas serão tomadas em relação aos funcionários e aguarda resposta. Saiba mais Como apreensão de meia tonelada de droga deu origem a operação contra 'núcleo político' do CV no AM O que se sabe sobre operação contra servidores da AmazonPrev por investimento milionário no Banco Master Quatro pessoas foram alvos da operação em Manaus Divulgação Operação Rastreio Ao todo, no âmbito da operação foram cumpridos 180 mandados de busca e apreensão e 112 de prisão. Veja as investigações nos estados: Em Pernambuco, os alvos são suspeitos de integrar um grupo que atua no tráfico de drogas e armas, roubos de carga e lavagem de dinheiro no Sertão. Já no Maranhão, a investigação apura uma organização voltada ao tráfico de cocaína e crack em larga escala, com bloqueio de quase R$ 300 milhões em bens e valores. Outros estados também têm ações específicas. No Rio Grande do Sul, a operação busca desarticular um grupo ligado ao tráfico de drogas. Na Bahia, o foco é o combate a organizações criminosas envolvidas com tráfico. No Espírito Santo, a investigação apura desvio e revenda de drogas apreendidas. No Amazonas, a apuração envolve o envio de drogas pelo terminal de cargas do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Em Alagoas, os suspeitos usariam uma pizzaria como fachada para o tráfico. Já no Paraná, a operação mira um grupo com ligação ao PCC, também envolvido em disputas territoriais. Há ainda ações no Pará, com investigações sobre integrantes de facção criminosa e suspeita de colaboração de uma ex-servidora do Judiciário; em Sergipe, com foco no tráfico de armas; e no Amapá, onde um equipamento furtado foi recuperado. Em Minas Gerais e no Ceará, as ações incluem a prisão de condenados e suspeitos de crimes violentos. As diligências seguem ao longo do dia, e outras prisões podem ocorrer nos próximos dias, segundo a Polícia Federal. Operação integrada da PF mira tráfico de drogas, armas e facções Divulgação/PF