Manaus fica entre as 20 piores cidades do Brasil no Ranking do Saneamento 2026

A capital Manaus está entre as piores do país em questão de saneamento básico Divulgação/ Agência Brasil Manaus ocupa a 82ª posição no Ranking do Saneamento 2026 e está entre os 20 municípios com os piores índices de saneamento básico entre as 100 cidades mais populosas do país. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Instituto Trata Brasil e têm como base informações de 2024 do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). O estudo mostra que os piores resultados estão concentrados, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste. Sete capitais dessas regiões aparecem no ranking por enfrentarem dificuldades estruturais e menor cobertura de esgotamento sanitário. Participe do canal do g1 AM no WhatsApp Além da capital amazonense, foram avaliadas com desempenho crítico: Maceió (AL), São Luís (MA), Belém (PA), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Porto Velho (RO). Veja o ranking abaixo: Santarém (PA) Porto Velho (RO) Rio Branco (AC) Várzea Grande (MT) Parauapebas (PA) Belford Roxo (RJ) Belém (PA) Macapá (AP) Jaboatão dos Guararapes (PE) Ananindeua (PA) São Luís (MA) Duque de Caxias (RJ) São Gonçalo (RJ) São João do Meriti (RJ) Maceió (AL) Paulista (PE) São José (SC) Olinda (PE) Manaus (AM) Juazeiro do Norte (CE) Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em Manaus, o abastecimento de água atinge 97,13% da população. Já o acesso ao esgoto é bem menor: 32,35%. O índice de tratamento chega a 22,78%. Os dados ajudam a explicar a posição da cidade no ranking, que leva em conta indicadores de acesso à água, coleta e tratamento de esgoto, além de investimentos no setor. Outro problema apontado é a perda de água na distribuição, que chega a 45,25%. Investimento cresce, mas ainda é insuficiente Ainde de acordo com o levantamento, entre 2020 e 2024, Manaus registrou investimento total de R$ 1,4 bilhão em saneamento. O valor coloca a capital entre as cidades que mais aplicaram recursos no país nesse período. Apesar disso, o investimento médio por habitante foi de R$ 123,15, abaixo do patamar de R$ 225 por pessoa considerado necessário para universalizar os serviços, segundo o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). No cenário nacional, a média foi de R$ 135,89 por habitante em 2024. Ainda assim, mais da metade dos municípios analisados investe menos de R$ 100 por pessoa. Segundo dados divulgados pela concessionária Águas de Manaus, a capital lidera os investimentos na Região Norte e está entre as cidades que mais aplicaram recursos no país. O valor investido, de acordo com a empresa, supera sozinho o total aplicado pelas demais capitais da região no mesmo período. Esse volume de investimentos também é apontado como um dos fatores para a melhora gradual da cidade no ranking. Em 2018, Manaus ocupava a 98ª posição e avançou para o 82º lugar em 2026. Avanços e metas De acordo com a concessionária, os investimentos têm contribuído para a ampliação dos serviços, especialmente na rede de esgoto. Embora o ranking considere dados de 2024, a empresa afirma que a cobertura já supera 40% em números mais recentes. O índice mais que dobrou em comparação com anos anteriores. A meta é alcançar 90% de cobertura até 2033, com a expansão da rede e a implantação de novas estruturas de tratamento. LEIA TAMBÉM: Macapá está entre as 20 piores cidades em índice de saneamento, aponta Instituto Trata Brasil João Pessoa tem queda de 9 pontos no atendimento de esgoto desde 2020, aponta ranking Esgoto a céu aberto incomoda moradores em Manaus