A busca por alternativas ao emprego formal e por modelos de negócio mais previsíveis vem redesenhando o perfil do empreendedor brasileiro. Em 2024, a taxa de empreendedores potenciais no país subiu para 49,8% entre os não empreendedores, e 34,3% dos brasileiros disseram ter como sonho abrir o próprio negócio, segundo a edição mais recente do Global Entrepreneurship Monitor, estudo realizado no Brasil com apoio do Sebrae. Nesse cenário, as microfranquias ganharam força como porta de entrada para quem quer empreender sem assumir, de partida, a estrutura mais pesada das operações tradicionais. Pela classificação da Associação Brasileira de Franchising, são enquadrados nesse segmento os modelos com investimento de até R$135 mil. No ranking mais recente da entidade, as 20 maiores microfranquias associadas somaram 21.030 operações em 2025, alta de 17% sobre 2024. Outro dado ajuda a explicar o movimento. Entre as maiores microfranquias mapeadas pela ABF, 51% das operações estão no formato home based, enquanto o segmento de Serviços e Outros Negócios concentra a maior participação do ranking. Na prática, isso reforça o avanço de formatos mais enxutos, com menor custo fixo e menos dependência de ponto físico para crescer. A atratividade desses modelos aumenta quando eles se conectam a mercados de demanda recorrente. É o caso da higienização profissional, que atende setores em que reposição, padronização e conformidade sanitária são permanentes. Dados da ABIPLA, com base em estudo da Euromonitor International, mostram que o Brasil ocupa a quarta posição no mercado global de produtos de limpeza. A projeção é de que o consumo nacional cresça 35% até 2027, atingindo US$9,3 bilhões. É nesse recorte que a PHIQ pretende se posicionar. A empresa atua com soluções em higienização profissional para segmentos como indústrias de alimentos e bebidas, clínicas e hospitais, construção civil, avicultura, suinocultura e lavanderias. Segundo a companhia, a proposta da franquia é combinar suporte técnico, treinamento, consultoria comercial e assistência operacional para que o franqueado concentre sua atuação na expansão da carteira de clientes e no relacionamento com o mercado local. A empresa também afirma trabalhar com produtos em conformidade com exigências regulatórias e boas práticas de fabricação. “Hoje, o empreendedor está muito mais atento a modelos de negócio que oferecem baixo risco, retorno mais rápido e menos burocracia operacional. As franquias enxutas têm se destacado justamente por oferecer essa combinação”, afirma Alexander Leal, diretor da Franquia PHIQ. No caso da higienização profissional, a lógica econômica passa também pela recorrência. Hospitais, indústrias, lavanderias, escolas e operações corporativas precisam manter rotina contínua de limpeza, desinfecção e reposição de insumos. Isso tende a favorecer negócios que não dependem apenas de vendas pontuais, mas da construção de contratos e relacionamentos duradouros, com compras frequentes ao longo do tempo. Mais do que a promessa de baixo investimento, o que vem ganhando relevância é a combinação entre estrutura leve, suporte de retaguarda e inserção em um mercado essencial. Para especialistas do franchising, esse tipo de equação ajuda a explicar por que as microfranquias seguem avançando mesmo em um ambiente econômico mais seletivo. Para redes como a PHIQ, o desafio passa menos por vender a ideia de um negócio simples e mais por mostrar consistência operacional em um setor onde demanda, eficiência e confiança caminham juntas.