A taxa de desemprego na Argentina subiu para 7,5% no fim do ano passado, o nível mais alto para um quarto trimestre desde a pandemia de Covid-19. A perda de empregos se intensificou antes de o governo de Javier Milei aprovar sua reforma trabalhista, em fevereiro. No mercado formal, o desemprego voltou a subir pela primeira vez em três trimestres. Já o trabalho informal, sem carteira assinada, ficou praticamente estável em cerca de 43% da população ocupada, segundo dados divulgados nesta quarta-feira. O setor privado formal da Argentina perdeu mais de 200 mil empregos com carteira assinada, cerca de 3% do total, desde que Milei assumiu o cargo. Seu governo também cortou milhares de vagas no setor público. Mesmo assim, o desemprego não subiu de forma consistente durante sua gestão. Um dos motivos é o aumento de pessoas trabalhando por conta própria ou na informalidade. Reforma trabalhista Milei obteve sua maior vitória legislativa em fevereiro, quando o Congresso aprovou uma versão mais enxuta de sua reforma trabalhista, que flexibiliza regras e reduz custos relacionados à contratação, demissão e pagamento de indenizações, entre outras mudanças técnicas. Embora os mercados tenham reagido positivamente à reforma, economistas alertam que é improvável que ela se traduza rapidamente em geração de empregos, já que a atividade econômica perde fôlego, o consumo segue fraco e setores intensivos em mão de obra enfrentam dificuldades para competir com a abertura da economia promovida por Milei.