A inteligência dos Estados Unidos concluiu nesta quarta-feira que o Irã não estava reconstruindo suas capacidades de enriquecimento nuclear destruídas em um ataque conjunto dos EUA e Israel em junho de 2025, contradizendo as justificativas do presidente Donald Trump para a guerra. Tulsi Gabbard, uma aliada de Trump e diretora de Inteligência Nacional, compartilhou esta conclusão por escrito em uma análise anual de ameaças, mas não a repetiu ao se dirigir a senadores americanos. Novo episódio da guerra: Irã alerta o Golfo sobre violenta retaliação após ataque a campo de gás compartilhado com o Catar Entenda em 5 pontos: Por que é tão difícil reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte global de 20% do petróleo? — Como resultado da Operação Martelo da Meia-Noite ("Midnight Hammer", em inglês), o programa nuclear do Irã foi aniquilado. Desde então, não houve esforços para tentar reconstruir sua capacidade de enriquecimento — afirmou Gabbard à Comissão de Inteligência do Senado dos EUA. Ao ser questionada por um senador democrata sobre por que não repetiu esta conclusão diante das câmeras, Gabbard respondeu que não teve tempo suficiente para ler o relatório completo durante a audiência, embora não tenha negado a validade da análise. Initial plugin text Trump afirmou reiteradamente que ordenou o ataque contra o Irã — em colaboração com Israel — em 28 de fevereiro devido a uma "ameaça iminente". Após o bombardeio de junho de 2025, o presidente americano declarou que os Estados Unidos haviam destruído completamente as instalações nucleares do Irã. No entanto, desde o início do seu conflito bélico mais recente, sustenta que Teerã estava a poucas semanas de obter uma bomba atômica, uma ideia não compartilhada pela maioria dos observadores e alegada apesar das conversas em andamento sobre um acordo nuclear. Um assessor de alto escalão de Gabbard — que, em sua época como deputada, liderou a oposição a uma guerra com o Irã — renunciou ao cargo na terça-feira, argumentando que não havia "ameaça iminente" e que Trump foi induzido ao erro por Israel e pela imprensa. Arrastados para a guerra: Países do Golfo veem em xeque confiabilidade da proteção dos EUA Gabbard destacou aos senadores que o Irã havia sofrido duros golpes durante os ataques dos últimos dias — incluindo o assassinato do líder supremo Ali Khamenei —, mas que a República Islâmica continuava em operação. A comunidade de inteligência americana "avalia que o regime do Irã permanece intacto, embora consideravelmente enfraquecido devido aos ataques contra sua liderança e suas capacidades militares", declarou. — Se um regime hostil conseguir sobreviver, é provável que empreenda um esforço de vários anos para reconstruir suas forças militares, seus arsenais de mísseis e suas unidades de veículos aéreos não tripulados — acrescentou.