Uma família processou um resort de esqui nos Estados Unidos porque o chocolate quente que lhes venderam estava quente demais. Doutor robô: máquina na China promete diagnósticos mais precisos que médicos com 10 anos de carreira; vídeo Cirurgia há 2.500 anos: estudo revela que mulher sobreviveu a operação complexa no crânio na Sibéria A ação movida na Califórnia diz que Brittany Burns e Joshua Moran Burns estavam esquiando com a filha de cinco anos no meio da manhã quando decidiram tomar algo em um café no luxuoso Heavenly Mountain Resort. Segundo o processo, depois de decorar a bebida com chantili, o garçom entregou o chocolate "diretamente à menor", sem tampa. Quando a menina tentou beber, o líquido "excessiva e desnecessariamente quente" caiu dentro de sua roupa, queimando seu peito e abdômen. A ação judicial, que busca indenização por despesas médicas, perda de rendimentos passados e futuros e "perda de prazer na vida", alega que a equipe do resort agiu com negligência. "Sabiam ou deveriam saber que esse tipo de bebida quente tem grande potencial para causar esse tipo de incidentes e lesões." Roger Dreyer, advogado que representa a família Burns, destacou que a criança tem cicatrizes permanentes por causa do incidente ocorrido há dois anos. Ele afirmou que, embora as pessoas que vão a resorts de esqui aceitem um certo nível de risco devido ao esporte, este caso é diferente. "Você não parte do princípio de que vão cozinhar o chocolate quente a uma temperatura imprópria para o consumo humano", disse, de acordo com o San Francisco Chronicle. Um porta-voz da Vail Resorts, a empresa proprietária da Heavenly Mountain, recusou-se a comentar o caso ao ser procurado pela AFP. Processos judiciais por bebidas quentes demais não são incomuns nos Estados Unidos. No ano passado, a rede Starbucks foi condenada a pagar a um cliente 50 milhões de dólares (R$ 262 milhões) por um ferimento relacionado a uma xícara de chá. Após essa decisão, surgiram várias ações contra a empresa por lesões em motoristas que tiveram bebidas derramadas. Uma decisão de 1994 contra o McDonald's no Novo México estabeleceu o precedente. A rede foi condenada a pagar a Stella Liebeck, de 79 anos, 2,8 milhões de dólares por ter derramado chocolate quente, embora esse valor tenha sido reduzido em recursos.