Palmeiras arrecada mais de R$ 650 milhões em venda de jogadores em 2025; veja lista

O balanço financeiro do Palmeiras em 2025 evidencia o peso crescente do mercado de transferências nas contas do clube. Apenas com negociações de atletas, o time arrecadou R$ 653,2 milhões em receitas (equivalente a cerca de quatro vezes a negociação de Vitor Roque, no valor de R$ 155 milhões, em 2024), valor que inclui vendas, participações em direitos econômicos e mecanismos de solidariedade. Maurício, do Palmeiras, é convocado pela primeira vez para seleção paraguaia O número confirma que a comercialização de jogadores se tornou um dos principais pilares financeiros do clube — e, ao mesmo tempo, um ponto de dependência estrutural. Entre os principais responsáveis pelo volume expressivo estão jogadores formados ou desenvolvidos pelo próprio Palmeiras. A maior operação envolve Vitor Reis, negociado com o Manchester City, que gerou R$ 215,3 milhões em receita, com ganho líquido de R$ 214,4 milhões — praticamente integral, já que o custo contábil era mínimo. Outro destaque é Estêvão, vendido ao Chelsea, com R$ 153,6 milhões em receita e lucro de R$ 152,8 milhões. Já a transferência de Endrick, também ao Real Madrid, aparece com R$ 3,3 milhões reconhecidos no período, valor referente à contabilização parcial da operação. O balanço também lista uma série de operações menores, mas que, somadas, reforçam o caixa do clube: Richard Ríos (Benfica): R$ 140,3 milhões em receita Thalys Henrique (União Deportiva Almería): R$ 26,7 milhões Wesley Ribeiro (Sport): R$ 9,8 milhões Felipe Jack (Como 1907): R$ 9,7 milhões Gabriel Menino (Atlético-MG): R$ 10,3 milhões Jhon Jhon (Atlético-MG): R$ 17,3 milhões José Rafael Veiga (Santos): R$ 11,5 milhões Além disso, o clube também registra receitas menores com atletas como Kauã Moraes, Pedro Felipe, Luís Esteves e outros, além de valores ligados ao mecanismo de solidariedade da Fifa, que garante percentuais sobre transferências internacionais de jogadores formados no clube. Galerias Relacionadas Do total arrecadado, o Palmeiras registra ganho líquido de R$ 602,2 milhões, evidenciando que a maior parte das vendas envolve atletas com baixo custo de aquisição — especialmente oriundos da base. Na prática, isso significa margens extremamente altas, um diferencial importante em relação a clubes que dependem da revenda de jogadores comprados. O peso dessas receitas ajuda a explicar como o Palmeiras equilibra sua estrutura financeira, especialmente diante de compromissos elevados com contratações — que, como mostrado no balanço, somam mais de R$ 764 milhões a pagar.