O amor que ousa dizer seu nome

No final do século XIX, quando sentou no banco dos réus por atentado ao pudor, sodomia e homossexualidade, Oscar Wilde precisou justificar a natureza do seu relacionamento com o lorde Alfred Douglas, quase 20 anos mais jovem que o autor irlandês. Diante da corte, incitado pelo juiz, Wilde teve que encarar o constrangimento de explicar trechos da troca de correspondência entre eles. Wilde destacava que Douglas tinha a “alma dourada delicada” e se referia aos “lábios de rosa vermelha” do amante, “coisa divina que eu desejo”. Palavras que hoje soam inocentes eram um escândalo entre dois homens. Pelo amor considerado ilegal à época, Wilde encarou dois anos de prisão com trabalhos forçados. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.