O nível de liberdade nos Estados Unidos atingiu seu ponto mais baixo já registrado, informou a ONG Freedom House nesta quinta-feira, citando o uso agressivo da autoridade executiva pelo presidente Donald Trump. A organização sediada em Washington observou que a liberdade se deteriorou em todo o mundo em 2025 pelo vigésimo ano consecutivo, chamando isso de um "marco sombrio". Levantamento: autoritarismo se fortalece no mundo com rede transnacional de colaboração Irã: inteligência americana contradiz Trump sobre alcance de mísseis e enriquecimento de urânio de República Islâmica Vídeos: canais extraoficiais da China zombam dos EUA na guerra contra o Irã enquanto Trump sugere adiar cúpula com Xi Jinping Os Estados Unidos mantêm sua classificação de "livre", mas sua pontuação caiu para 81 de 100, a menor desde que o índice começou em 1972. Essa pontuação coloca os Estados Unidos no mesmo nível da África do Sul e abaixo de vários países europeus, bem como da Coreia do Sul e do Panamá. A Freedom House indicou que o declínio nos Estados Unidos se deve à "disfunção legislativa e ao domínio do poder executivo, à crescente pressão sobre a capacidade das pessoas de se expressarem livremente e aos esforços do novo governo para minar as salvaguardas anticorrupção". Desde que retornou ao poder há mais de um ano, Trump ordenou o fechamento de agências governamentais inteiras e mobilizou agentes de imigração armados e mascarados por todo o país. Os Estados Unidos caíram três posições, um declínio observado apenas na Bulgária, outro país na categoria "livre", onde as eleições de 2024 foram marcadas por alegações de fraude. Apenas 21% da população mundial vive em países classificados como "livres", e grande parte do declínio na África se deve a golpes militares, violência contra manifestantes e ao enfraquecimento das garantias constitucionais, segundo a Freedom House. Nas últimas duas décadas, em todo o mundo, "muito mais países caíram na categoria 'não livre' do que se tornaram mais democráticos ou ascenderam à categoria 'livre'", afirmou Cathryn Grothe, analista de pesquisa da Freedom House e coautora do relatório. Em um ponto positivo, três países passaram de "parcialmente livre" para "livre". Entre eles, Bolívia e Malawi, que realizaram eleições competitivas, e Fiji, que fortaleceu o Estado de Direito. O único país a alcançar a pontuação máxima de 100 foi a Finlândia, enquanto o Sudão do Sul recebeu nota 0.