As Forças Armadas de Israel revelaram com exclusividade ao GLOBO uma lista que identifica 29 lideranças iranianas mortas desde o início da guerra, em uma ofensiva destinada a desarticular os eixos político, militar, de inteligência e logístico do país e de seus aliados. Segundo o Exército israelense, os alvos eram figuras com papel estratégico no conflito. Capacidade de defesa: Guerra no Oriente Médio expõe limites militares da Europa em meio a mobilização inédita Basij: Israel diz ter matado comandante da milícia armada do regime iraniano, em Teerã Além de nomes já conhecidos, como o do chefe de segurança Ali Larijani e do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto em um bombardeio nas primeiras horas de ataque, em 28 de fevereiro, as Forças de Israel também divulgaram a identidade de outras figuras-chave supostamente "eliminadas" nas ações. Confira: Quem é quem? Também aparecem na lista Ali Larijani, figura central com atuação no Conselho Supremo de Segurança Nacional e no Parlamento, além de conselheiro de Khamenei; Ali Shamkhani, assessor de segurança ligado à formulação de políticas estratégicas; Mohammad Shirazi, chefe do gabinete militar do líder supremo; e Abolqasem Babaeiyan, indicado para essa estrutura. Ali Shamkhani Reprodução Mohammad Shirazi Reprodução As ações israelenses também teriam atingido o topo das forças armadas iranianas. Entre os nomes estão Abd Al-Rahim Musavi, chefe do Estado-Maior do Exército; Mohammad Pakpur, comandante da Guarda Revolucionária; Aziz Nasirzadeh, ministro da Defesa; e Thalath Asadi, chefe da ala de inteligência do comando “Khatam Al-Anbiya”. Abd Al-Rahim Musavi Reprodução Mohammad Pakpur Reprodução Aziz Nasirzadeh Reprodução Integrantes de diferentes níveis da inteligência iraniana e de organizações aliadas também foram listados: Sayed Yahya Hamidi, vice-ministro de Inteligência para Assuntos de Israel; Hassin Mekled, associado ao Hezbollah; Ali Reza Bi-Azar e Hassin Ahmedlu, ligados ao setor libanês; Ahmad Rasuli, responsável por inteligência no setor “Palestina”; além de Abdallah Jlali-Nasab e Amir Shariat, vinculados ao comando “Khatam Al-Anbiya”. Conexão com o Hezbollah e atuação no Líbano A frente libanesa aparece como eixo relevante no balanço divulgado por Israel. Entre os nomes mencionados estão Reza Hazaei, apontado como coordenador com o Hezbollah pela Força Quds; Daoud Ali Zadeh, associado ao setor “Líbano”; e Hassan Salameh, comandante da unidade “Nazer” do Hezbollah. Gholam-Reza Soleimani, comandante da Basij — milícia armada ligada à Guarda Revolucionária — também foi citado. O comunicado inclui ainda integrantes da unidade Imam Hossein, como Ali Mussalem Tuba’ja, Jihad Al-Safira e Sa’ad Al-Handasa, associados a funções de comando, vice-comando e logística. Gholam-Reza Soleimani Reprodução Magid Husseini, apontado como responsável por transferências financeiras para o Hezbollah, também teria sido morto. Frente palestina e grupos aliados Também aparece Abu Ahmed Ali, representante do Hezbollah no setor “Palestina”. Entre lideranças de grupos armados aliados, são mencionados Wassim Atallah Ali, ligado ao Hamas no Líbano, e Adham Adnan Al-Uthmaan, associado à Jihad Islâmica Palestina. Na área científica e tecnológica, são listados Hossein Jabal Amelian, descrito como presidente sênior da Organização de Inovação e Pesquisa Defensiva (SPND), e Reza Mozaffari-Nia, ex-presidente da mesma organização, ligada a pesquisas avançadas. Reza Mozaffari-Nia Reprodução As ações, segundo Israel, já atingiram simultaneamente liderança política, comando militar, inteligência, logística, financiamento, treinamento e desenvolvimento tecnológico ligados ao Irã. Produção de mísseis balísticos no Irã foi 'integralmente' destruída, diz Israel As Forças Armadas de Israel afirmaram, nesta terça-feira, que eliminaram integralmente a capacidade de produção de mísseis balísticos do Irã após uma série de ações militares. De acordo com a declaração, a ofensiva teve como alvo estruturas ligadas à fabricação, montagem e armazenamento de componentes desse tipo de armamento, sem menção ao uso ou a estoques já existentes. A operação, denominada "Rugido do Leão", resultou na destruição de mais de 100 centros de produção em território iraniano. Entre os alvos atingidos estariam instalações subterrâneas, linhas de montagem e depósitos de componentes. Galerias Relacionadas As estruturas estavam distribuídas por todo o território do Irã. Segundo as Forças de Israel, a ofensiva comprometeu completamente a capacidade do país de produzir mísseis balísticos. Porta-voz das Forças Armadas de Israel, o major Rafael Rozenszajn, afirmou que "o Irã não tem mais como fabricar os mísseis com os quais ameaçavam Israel e o mundo. Isso não é degradação, é erradicação”. Entre os alvos, havia um centro em estágio avançado que estaria prestes a iniciar a produção de 1.500 mísseis balísticos. — Não destruímos apenas os mísseis que o Irã tinha. Destruímos a fábrica, a linha de montagem, o estoque de componentes. O regime pode querer reconstruir, mas não tem mais como. A ameaça existencial que o programa balístico iraniano representava para Israel e para o mundo por conta da sua capacidade de produzir mísseis foi absolutamente neutralizada — afirma o major.