O Brasil anunciou na quarta-feira que está enviando ajuda humanitária a Cuba, que enfrenta crise econômica e pressão crescente do presidente dos EUA, Donald Trump. O governo comunista de Cuba confirmou que está em negociações com os EUA, que interromperam o fornecimento de petróleo essencial à ilha, provocando apagões em todo o país, ao mesmo tempo em que pressionam outras nações a interromper o uso de médicos e profissionais de saúde cubanos, em uma tentativa de restringir outra importante fonte de receita e divisas. Caminhando 'no fundo de um poço já fundo': Sob escassez e sem combustível, cubanos veem mudança na Venezuela quase com esperança Em meio a apagão total: Navio-tanque russo carregado com petróleo e aparentemente a caminho de Cuba pode aliviar crise de combustíveis — Estamos fazendo várias doações, seja de remédios, seja de alimentos — afirmou Gisela Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, a jornalistas, acrecsentando que o Brasil busca proteger os cubanos de dificuldades adicionais. — São doações de caráter humanitário. Remessas de medicamentos, incluindo tratamentos para tuberculose e outros fármacos essenciais, chegaram por via aérea nos últimos dias, acrescentou Padovan. A assistência alimentar tem se mostrado mais complexa do ponto de vista logístico, e passa pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA), da ONU. O Brasil está doando 20 mil toneladas de arroz, 150 toneladas de feijão, 150 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó, segundo Padovan. Sem coleta adequada: Falta de serviços básicos afunda ruas de Havana em lixo e esgoto Os esforços do Brasil se alinham a medidas recentes do México, onde a presidente Claudia Sheinbaum enviou toneladas de itens básicos a Cuba — embora, sob pressão dos EUA, tenha suspendido os embarques de petróleo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará no sábado da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Bogotá, Colômbia. Em 2024, o Brasil firmou parceria com os Emirados Árabes Unidos para enviar leite em pó, arroz, soja e milho à ilha.