FBI apura vazamento de informações sigilosas por ex-diretor de Contraterrorismo

O Departamento Federal de Investigação (FBI) , dos Estados Unidos, apura se Joseph Kent, ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, vazou informações sigilosas de inteligência. Ele renunciou ao cargo na última terça-feira, 17, em virtude da guerra no Irã. A investigação ocorre em meio a uma ofensiva do presidente Donald Trump para questionar a credibilidade de Kent dentro da estrutura federal. + Leia mais notícias de Mundo em Oeste Em carta pública de renúncia, o ex-diretor afirmou que o Irã não representava uma ameaça iminente aos EUA e atribuiu o início do conflito no Oriente Médio à “pressão de Israel e de seu poderoso lobby americano”. Nesta quarta-feira, 18, Kent concedeu entrevista ao apresentador Tucker Carlson. Durante a conversa, elogiou Trump e defendeu ações anteriores do governo contra o Irã, como a operação que resultou na morte do general Qassem Soleimani, em 2020. https://www.youtube.com/watch?v=FNMA_KrIc1k Ao mesmo tempo, reiterou que não havia evidências de ataque iminente por parte do Irã antes do início da guerra. Kent defendeu que o governo impeça novas operações israelenses e condicione o apoio miliar a mudanças de postura. “A questão principal é o que os israelenses estão fazendo”, disse. “Ele [ Trump ] precisa, de forma muito firme, e provavelmente com uma nova equipe de diplomatas, ir até os israelenses e dizer: ‘Acabou. Nós não vamos defendê-los. Vamos garantir que mísseis balísticos não caiam sobre vocês. No entanto, vocês estão proibidos de continuar na ofensiva porque está é a nossa guerra’.” Declarações de Kent incluem teorias e acusações sem evidência Kent acumula histórico de declarações controversas. Ele já sugeriu, sem apresentar provas, que agentes do FBI teriam atuado na invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. O ex-diretor também rejeitou acusações de interferência russa nas eleições de 2016 e classificou as denúncias como parte de uma farsa. Na entrevista com Carlson, Kent e o apresentador ainda sugeriram envolvimento de Israel na tentativa de assassinato de Trump, em 2024, e na morte do ativista conservador Charlie Kirk, em 2025. + Leia também: "Terrorismo cresce na África e contraria queda global" Além disso, Kent mantém proximidade com a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, que tem sustentado um perfil discreto desde o início da guerra. Ela não fez declarações públicas e apareceu apenas durante a cerimônia de translado solene de soldados norte-americanos mortos no Oriente Médio . No entanto, nomeada no início do segundo mandato de Trump, Tulsi já foi alvo de acusações de proximidade com de Vladimir Putin. O post FBI apura vazamento de informações sigilosas por ex-diretor de Contraterrorismo apareceu primeiro em Revista Oeste .