Trio é preso por furto a joalheria com prejuízo de R$ 300 mil em Vila Velha Duas mulheres e um homem foram presos, em Goiás e no Distrito Federal, suspeitos de integrar a quadrilha conhecida como “Piratas dos Shoppings”. Segundo a polícia, o grupo é responsável por vários furtos pelo Brasil, inclusive em uma joalheria em Vila Velha, na Grande Vitória, no dia 21 de fevereiro onde o prejuízo passa de R$ 300 mil. Um deles abriu um buraco na parede de gesso até a joalheria e passou a noite escondido dentro do estabelecimento. O chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, disse nesta quarta-feira (19), que para praticar o crime, os suspeitos clonaram o controle de segurança para acessar uma loja vizinha. Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp As prisões aconteceram durante a operação “Integração Total” em Goiás e no Distrito Federal . A investigação foi realizada de forma integrada com setores de inteligência das polícias militares dos dois estados. Kawê Filipe Nascimento Sampaio, de 19 anos, Ingrid Naiara Moraes Araujo, de 28, e Amanda Lorena Tavares Xavier, de 24, foram presos durante a ação.. De acordo com a polícia, Kawê já possui passagens por crimes semelhantes e é apontado como uma das lideranças do grupo. Um quarto homem flagrado pelas câmeras no furto no shopping em Vila Velha não foi identificado pela polícia. Kawê Filipe Nascimento Sampaio, de 19 anos, Ingrid Naiara Moraes Araujo, de 28, e Amanda Lorena Tavares Xavier, de 24, foram presos por furto e são suspeitos de integrar quadrilha "Piratas dos Shoppings". Espírito Santo Divulgação/PCES LEIA TAMBÉM: VÍDEO: Chinelo 'recheado' com drogas é descoberto durante visita em presídio EM 13 LOJAS: Jovem é preso após usar cartões furtados de idoso para fazer compras Prejuízo de mais R$ 26 milhões Segundo a Polícia Civil, o grupo atua desde 2019 e tem origem na região do Distrito Federal, de onde coordena ações em diferentes estados do país. Ao todo, os suspeitos já teriam causado prejuízo estimado em R$ 26 milhões a lojistas. As investigações continuam para identificar demais integrantes e possíveis receptadores das joias furtadas. Como o grupo agiu De acordo com a Polícia Civil, o furto foi planejado para acontecer após o fechamento das lojas. Imagens de câmeras de segurança ajudaram a identificar os suspeitos e a reconstituir a ação. No dia do crime, Kawê, Ingrid e um terceiro homem entraram no shopping próximo ao horário de fechamento. O grupo utilizou um dispositivo conhecido como “chapolim”, capaz de clonar o controle de acesso das lojas. “Toda vez que o lojista vai abrir ou fechar a loja, esses indivíduos se aproximam e tentam decodificar o sinal. A partir do momento que conseguem, ficam com um aparelho que permite abrir a porta quando quiserem”, explicou o delegado Gabriel Monteiro. Kawê Filipe Nascimento Sampaio, de 19 anos, foi preso após invadir e furtar lojas em um shopping em Vila Velha, Espírito Santo. Ele foi flagrado por câmeras dos estabelecimentos Divulgação/PCES Com o controle clonado, o grupo aguardou o fechamento do shopping. Em seguida, a porta de uma loja de roupas foi aberta novamente, e Kawê entrou com uma mochila. Os outros dois suspeitos deixaram o local sem levantar suspeitas. Dentro da loja, ele recolheu produtos, mas, segundo a polícia, o alvo era a joalheria ao lado. Durante a madrugada, o suspeito abriu um buraco na parede de gesso que separava os estabelecimentos e conseguiu acessar o interior da joalheria. No local, selecionou peças de maior valor e permaneceu escondido até o dia seguinte. Durante a ação, também danificou equipamentos de videomonitoramento para dificultar a identificação. Na manhã seguinte, com o shopping já aberto, outros integrantes do grupo retornaram, despistaram a segurança e abriram a loja para que o comparsa saísse. “Por volta das 10h, os outros dois voltam, abrem novamente a loja, ele sai, eles fecham e vão embora como se nada tivesse acontecido”, disse o delegado. Após o crime, os suspeitos seguiram para um hotel, onde estavam hospedados usando identidade de terceiros, e depois deixaram o estado. ‘Piratas dos Shoppings’ são presos por furto a joalheria com prejuízo de R$ 300 mil em Vila Velha, Espírito Santo Divulgação/PCES A Polícia Civil informou que uma nova fase da operação deve ser realizada para identificar possíveis receptadores das joias furtadas. “Nós apreendemos aparelhos telefônicos e vamos tentar identificar o terceiro envolvido e, principalmente, quem está receptando esse material. Já estamos em contato com polícias civis de outros estados e deve haver uma nova fase da operação”, afirmou o delegado. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo